Sense8, a prova de que o que importa é como se conta uma história

Entre os textos críticos sobre Sense8, série lançada pelo Netflix há duas semanas, o que mais vi se repetir é comentarem que a série conta algo que já foi contado antes. Bem, quem me conhece sabe que eu sempre insisto em um ponto: pouco me importa se a história é a mesma, desde que ela seja bem contada.

Então, se eu tive uma sensação de familiaridade com algumas coisas em Sense8 – pensei bastante em Orphan Black – eu posso também dizer que ela foi plenamente compensada por uma série deliciosa, que me deixou ansiosa para o episódio seguinte e o depois dele e aquela sensação boa de luto que só uma boa obra – livro, filme ou série – nos causa quando chega ao final.

Para acabar com o que eu poderia julgar negativo sobre a série, vamos dizer assim que os dois primeiros episódios são um tanto confusos. Tem mais coisa acontecendo que sendo explicada e você pode se sentir perdido. Só que depois tudo se encaixa.

E se encaixa de forma tão perfeita que o fato daquelas oito pessoas estarem tão conectadas e não demorarem nada a não estranhar mais tal situação não vai fazer diferença nenhuma para você.

Sobre a série – sem spoilers

Sense8 é uma produção do Netflix com roteiro e direção dos irmãos Wachowskis e J. Michael Straczynski que traz como centro de sua trama um grupo de oito pessoas, os sensates, que compartilham entre si sensações, sentimentos, conhecimento e habilidades.

Capheus é um rapaz de Nairóbi, Quênia; Sun Bak é uma coreana que trabalha como diretora financeira na empresa de seu pai; Nomi Marks uma hacker transsexual de São Francisco que passou alguns anos na cadeia; Kala Dandekar uma garota indiana às vésperas de seu casamento; Riley Blue uma DJ islandesa que mora em Londres; Wolfgang Bogdanow um ladrão alemão especializado em cofres; Lito Rodriguez um ator mexicano; e Will Gorski um policial vivendo em Chicago.

Em uma noite eles experimentam, alguns em sonho, outros ainda acordados, visualizar a morte de uma mulher em uma igreja em ruínas, a partir daí eles passam a se conectar, um podendo sentir o que o outro sente, “estar” aonde o outro está, fazer algo que nunca fez, mas em que um dos outros é especialista.

A princípio confusos, eles vão aprender a lidar com isso enquanto cada um deles vive algo decisivo em sua vida. Sua única ajuda é a estranha aparição de Jonas Maliki (Naveen Andrews), também um sensate, ainda que de outro grupo.

Filmada em locações em cada um dos países de origem de seus personagens – e com atores desses países, o que foi delicioso de ver – a série tem pontos extras pela trilha sonora e me ganhou de vez com seus diálogos – principalmente nos últimos episódios.

Mas, sem sombra de dúvida, seu maior trunfo é o grupo central de personagens: duvido que você não se apaixone por cada um deles da mesma forma. Na verdade, ao se apaixonar por eles, tão complementares, você entra no clima e passa a encará-los como um só.

Assistindo a série – com spoilers

O que dizer de uma série que mal chegou, mas que já amo tanto? Brincadeira, na verdade é muito para dizer e Sense8 é digna de reviews de cada um de seus episódios, desde que você seja capaz de assistir um de cada vez, coisa que eu não consegui.

Vou usar então uma frase que abomino porque foi usada para justificar a “desandada” que LOST teve em suas últimas temporadas (quando o povo não sabia mais o que fazer para amarrar as tramas): Sense8 é uma série sobre pessoas.

Sim, existe todo esse mistério sobre a organização que teria ou criado ou descoberto esses sensates, essa evolução do ser humano que permite a um pequeno grupo se conectar desta forma, que permite que eles façam “Facetime sem celular”, como diria Amanita.

E existe o Senhor Sussurros para nos assombrar, porque eu me apeguei tanto a todos eles que morro de medo do que ele poderá fazer agora que tem um dos membros do grupo conectado a ele – o que significa que ele mesmo é um sensate?

Mas o fato de eu e, pelo que vi, de todo mundo que gostou da série, se apegar tanto a seus personagens principais, algumas vezes pelos secundários também, que me faz ter certeza de que o que importa mesmo foi a construção muito bem feita deles.

Porque, pensa aqui comigo, tem vezes que construir um personagem interessante só já é um sacrifício, imagina criar oito que não só são apaixonantes sozinhos, como são de tal forma complementares um ao outro que tudo fica perfeito?

Fica difícil até mesmo te dizer quem é o meu favorito. Tem horas em que eu olho para Nomi, e Amanita também, e fico deslumbrada. Não somente as duas são interessantes como os roteiristas deixam em segundo plano qualquer tipo de preconceito e mostram de uma forma que eu nunca vi antes na TV ou cinema a questão da identidade sexual: Nomi é mulher, mas nasceu em um corpo masculino, fez tudo que precisava para que seu corpo correspondesse a quem ela é, e se apaixonou por outra mulher. O quão lindo e forte isso é?

Porque, como uma pequena cena nos mostrou, as duas acabam encontrando preconceito dentro de seu próprio grupo e eu vejo do lado daqui de fora da tela gente de todas as “tribos” apaixonadas pela personagem.

Além do mais, são de Nomi as cenas mais tensas do início da temporada: após um desmaio na rua, quando vê Jonas no meio da multidão, ela acaba nas mãos da OPB, organização do Senhor Sussurros.

Que parece ser muito boa de pesquisa: o médico que fará a cirurgia em Nomi, que extrairá parte de seu cérebro, sabe tanto de Nomi e de sua família que dá o que seria a solução perfeita para uma mãe que não aceita sua filha como ela é: a cirurgia poderia corrigir o “defeito” de Nomi e ela voltaria a ser Michael.

Tal preconceito da mãe de Nomi, e do pai também, acaba ficando ainda mais claro em uma de minhas mais queridas cenas da série, quando Nomi e Lito se encontram no Museu de Diego Rivera:

Sense8 Nomi Lito Museu Diego Rivera

“…Depois daquilo eu parei de tentar me encaixar, de tentar ser como eles. Sabia que nunca seria. E, mais importante, eu não queria ser. A violência deles foi mesquinha e ignorante, mas, no fim das contas, combinava com quem eles eram. A verdadeira violência, a violência que eu percebi ser imperdoável, é a violência que fazemos com nós mesmos quando temos medo de ser quem realmente somos.”

Lito que parece ser o menos querido dos oito entre os fãs da série. Eu juro, não consigo escolher um menos favorito e muito menos achar que Lito é.

Sim, Lito no começo é até meio caricato: o latin lover, o galã de novelas que não pode sair do armário ou pode perder sua carreira. Mas ao longo do caminho eu só conseguia pensar: cara, ele está perfeito.

A gente sabe que o mundo ainda está engatinhando quando o assunto é preconceito – seja de raça, de sexo, de orientação sexual, de idade – e que os países latinos, aonde a influência da igreja é muito forte, são piores ainda no quesito.

Quando Lito fala que nunca mais poderá fazer nenhum dos papéis que quer caso descubram a verdade sobre ele não está nada longe da realidade. E escolher a verdade sabendo que corre o risco de perder tudo pelo que batalhou a vida toda quando o assunto é trabalhar não é decisão fácil.

Ainda bem que a gente tem Hernando. Se Lito terá de enfrentar a tudo agora que vai sair do armário, não tem pessoa melhor para ficar ao lado dele. E tem a Dani! Sim, ela é doidinha de pedra, mas a gente também gosta dela porque ela tem um grande coração.

Além disso, como não amar Lito depois dele fazer toda diferença quando Wolf resolve enfrentar todo e qualquer fantasma de seu passado?

Sense8 Lito Wolf

Wolf lindo!! Wolf intenso! Kala não errou tanto assim quando o chama de demônio, não é verdade? Um cara que sofreu o diabo nas mãos de seu pai e mesmo depois da morte deste continuou sendo assombrando por quem esse homem foi para os outros.

Wolf que tomou várias decisões erradas em sua vida e ainda assim a gente fica do lado dele. O personagem mais comentado nas redes nos primeiros episódios da série pelo pouco uso de roupa – fique claro que eu não estou reclamando.

O cara capaz de não hesitar um minuto sequer em matar um montão de gente, mas que ainda fica emocionado com uma voz especial num reality na TV.

Pena que é dele a única cena que me incomodou em toda a série: sua vingança acabou sendo mais teatral que as cenas dos filmes de Lito. Um toque de Tarantino que não era necessário, ainda que compreensível. O único momento em que eu achei que tentavam me chocar.

Mas, de novo, é só um tropeço e as cenas seguintes fazem com que você esqueça o que tinha te incomodado mesmo.

E tem a química dele com a Kala. Gente, a atração entre esses dois sai da tela e arrepia a gente, não é mesmo?

Kala que é um amor. Sem sombra de dúvida o melhor sorriso dessa série, seguido pelo de Capheus. Uma das coisas mais fascinantes na personagem, e que poderia se tornar brega ou mesmo chata, é sua fé. E seu otimismo.

Provavelmente pelo que citei antes: ao escolherem filmar na Índia e ao escolherem uma atriz indiana você não tem como criticar esse lado da personagem. Além dele funcionar muito bem como contraponto a falta total de fé de Wolf.

O outro otimista do grupo é Capheus, o motorista do Van Damme, o menino que mesmo na frente do maior perigo ainda escolhe fazer o certo e que considera Van Damme um dançarino.

Um menino – gente, ele parece um menino ainda – que foi obrigado a aprender sobre a vida da forma mais difícil.

Sense8 Sun Capheus

“Como podemos saber se somos nós que fazemos a escolha, ou se a escolha faz quem somos?”

E por isso eu devo dizer que não escolheriam melhor pessoa para dividir tantos momentos como Sun, a menina invisível. Apesar de ser um extremo, uma mulher em uma sociedade totalmente machista como a coreana, Sun representa tantas mulheres que não conseguem seu espaço, mesmo sendo inteligentes. Mulheres que são vistas como dispensáveis, não boas o bastante, fracas.

Ela não passou pelas dificuldades financeiras de Capheus, pelo contrário, mas enfrentou seu tanto de ignorância.

Então foi uma grata surpresa terem escolhido Sun, magra, com jeito submisso, mulher, para ser a melhor “chutadora de bundas” entre os oito – além dela ter arrasado na prisão com aquela espertalhona.

Restam ainda Riley, a menina islandesa da mecha azul, e Will, o policial certinho de Chicago. Will é o primeiro a conversar com Jonas, é também o que tem a mais forte conexão com o sensate que estava com Angelica quando esta se suicida na igreja.

Will também é o que mais busca respostas. Desde a visão de Angélica sua vida fica bastante desestruturada enquanto ele faz essa busca. Mas ele não é o primeiro a ter contato com um sensate de fora do grupo: ainda criança Riley teve um encontro com uma moça que a mandou sair da Islândia porque ela estaria amaldiçoada.

Além de ser horrível uma mulher falar algo assim para uma criança, Riley acaba sendo atormentada por tragédias pessoas que a fazem acreditar nisso: perde sua mãe. Perde seu marido. E então perde sua filha.

Ela corre para longe da Islândia e a certa altura até eu mesma estava acreditando na tal maldição e fiquei tensa, praticamente sem respirar, enquanto o pai dela se apresentava no palco imaginando que algo de ruim poderia acontecer a ele.

E graças aos Wachowskis que não! Eu já estava encantada com o pai dela ao telefone, me apaixonei quando ele a recebe no aeroporto e virou amor da vida quando ele faz panquecas de café da manhã para sua filha. Imaginem se eles fazem algo com ele ali? Morro.

Já Will não enfrentou nenhuma maldição até aqui: o filho de policial que se tornou policial e que segue ali, em sua rotina, sem nada de extraordinário. Ele não teve de enfrentar preconceitos, ele não tem uma fé em especial, mas também não sofre da falta dela.

Will é como eu e você. Até o dia do sonho. E acho que por justamente ser o cara “mais normal possível” é que seja ele a ficar mais obcecado por respostas, não é mesmo? Na verdade um lado dele deve estar procurando por um significado maior em sua vida porque precisa existir mais.

E, assim como Wolf e Kala, Will e Riley se tornam um casal perfeito, só que de forma terna. Ele quer tirá-la daquela imensa desesperança, ela enxerga nele um pouco de esperança que a assusta, em que ela quer acreditar.

Sense8 Will e Riley

Assim, ao longo dos episódios, vamos aprendendo sobre cada um do grupo e eles aprendem uns sobre os outros. E as cenas em que se ajudam apenas nos preparam para o desafio do episódio final.

Vemos Sun ajudando Capheus enfrentar os ladrões que insistem em roubar a todos, Lito ajudando Wolf a mentir, Will e Sun ajudando Nomi a escapar da polícia, Sun confortando Riley, ainda que na prisão, etc. etc. e etc.

E cada um desses momentos aumenta a conexão entre eles, o que é muito bem demonstrado pela muito compartilhada versão de What’s Up (pessoas que viveram nos anos 90 vibram):

No episódio final, então, temos a oportunidade de confirmar o quanto eles funcionam bem juntos quando precisam salvar Riley da OPB no meio do nada nos confins da Islândia. Para piorar a situação deles, a OPB tem Jonas e por conta da conexão deste com Will o Senhor Sussurros pode manipular a verdade para conseguir todos os 8.

E então, enquanto Nomi e Amanita ajudam Will a conseguir um avião, uma Ferrari e um passe de segurança – cena de destruição da Ferrari: cômica e verdadeira -, todos os demais o ajudam a sair dali. E a troca de personagens ao volante é uma das melhores cenas da série.

Até mesmo Kala tem parte fundamental no salvamento sem que a gente sequer lembrasse que ela era farmacêutica a aquela altura do campeonato.

Mas nem tudo são flores: se pouparam o pai de Riley e se a união dos oito fez com que Will conseguisse salvá-la, o policial acaba “entregando sua alma” ao Senhor Sussurros ao olhar nos olhos dele.

Acabamos então, salvos, mas com Will desacordado para evitar que Sussurros descubra como Riley está saindo do país.

Sense8 finale

E com a certeza de que Will acabou conseguindo salvar a todos.

E com uma vontade enorme de emendar mais doze episódios da série. Sério. Estou sofrendo de abstinência profunda agora.

P.S. Muitas também falaram do medo por uma próxima temporada não tão boa quanto essa. Eu realmente não tenho esse medo agora, mas posso estar anestesiada pela emoção.

P.S. do P.S. Vocês também choraram, riram, gritaram enquanto assistiam a cada episódio?

P.S. do P.S. do P.S. E vocês também cantam mentalmente What’s Up pelo menos uma vez por dia?

 

19 Comentários em “Sense8, a prova de que o que importa é como se conta uma história”

  1. Bianca Mafra

    Discordo, acho o sorriso do Capheus mais bonito do que da Kala, mas o dela também é maravilhoso.
    Agora interessante como me apaixonei também pelos parceiros, amei o Hernando e a Amanita, aliás, ela é a única pessoa não sensate que sabe o que está acontecendo e a relação dela com a Nomi é tão forte que ela simplesmente aceita, isso é lindo. Acho importante também essas relações sólidas homossexuais para tirar a estigma de que homossexualidade = Promiscuidade. No mais, estou com profunda abstinência, tenho medo da segunda temporada sim, preferia que se focasse mais no drama que na ação, mas não acredito. Whats up diariamente para poder manter a sanidade.

  2. pedro luiz costa

    Simone,
    Gostei bastante da atriz que faz a Danerys.2 da Islândia, onde o Winter is where.
    a melhor review que li sobre Sense8.
    parabéns.

  3. Lu Monte

    Tô contigo: o que importa é como a história é contada. Se não fosse assim, ninguém mais contaria tragédias desde os gregos, nem romance desde Shakespeare.

    Eu achava que OITO núcleos era demais, mas conseguiram levar bem a coisa e desenvolveram todos os personagens principais. Só por isso, já mereceriam elogios.

    Sim, Sense8 é sobre pessoas – meu tipo preferido de série.

    Acho que o Whispers não é sensate… parece-me que ele precisa do Jonas para acessá-los.

    COMOASSIM, Lito é o menos querido???? Eu AMO o Lito. Não sabia que o ibope dele andava baixo. Você falou bem, é difícil escolher favoritos, mas meu coração pende pra Riley (desde o primeiro segundo) e pro Lito (cada vez mais).

    O Wolf foi o mais difícil pra mim. Demorei 10 episódios pra gostar dele. A Sun demorou pra me conquistar também, mas nem tanto.

    Aquela cena do Wolf (do fim da vingança) me incomodou bastante, mas não pelo exagero. Toda a sequência me incomodou porque contraria o que Jonas tinha ACABADO de dizer: quer é fácil matar quando não se sente nada, querendo indicar que pra eles, sensates, que sentem tudo multiplicado por 8, é mais difícil matar – e mais difícil se defender. Aí vem o Wolf e faz aquilo tudo (e faz mais ainda no episódio seguinte). Achei muito off.

    Ó, talvez o Will tenha sido o primeiro a ter contato com sensate de fora, sim. Aquela criança, Sarah.

    Will tinha no pai um verdadeiro herói, e vê esse herói se degradando dia a dia após o caso Sarah. Acho que essa é a maldição dele.

    Bonus point: a cena do “we had sex” no último episódio.

    Sim, também chorei, ri e gritei nos episódios e também quero mais AGORA-JÁ! Um ano, cacilda, acompanhar séries netflix só não é pior que acompanhar Sherlock.

    1. Mari

      Acho que você não entendeu totalmente o discurso de Jonas… É difícil para um sensate matar porque eles estão conectados entre si. E sente o que o outro está sentindo. É fácil matar quando não se tem essa conexão, que é o caso da maioria das pessoas no planeta (ELES – os não sensates).

      Wolfgang é um sensate e dificilmente mataria alguém de seu próprio grupo, porém ele não tem conexão com as pessoas que não são sensates, ele não sente o que elas sentem, portanto não hesita em matá-las, dado o que sofreu nas mãos de pessoas más ao longo da vida.

      Mas imagine se todas as pessoas do planeta fossem sensates entre si. Matar seria possível, mas certamente não seria tão fácil.

      Daí vc pergunta, então por que Jonas e Yrse incentivam o tal “suicídio para proteger os outros”? Não sei, mas com certeza o grupo deles já passou por mais perrengues que os novatos…

  4. Lucas

    Gente! Vi uns posts de sense8 no facebook. Falando sobre os personagens. Fiquei com muita vontade de assistir. E também curioso porque vi que o Alfonso do RBD estava na série e ainda mais, com o papel de um gay. Gostei muito da temporada. Nossa, assisti em 4 dias porque estava sem tempo. Mas gostei muito. Muito mesmo. Gosto dos oito personagens. Logo de cara a personagem que mais gostei foi a Nomi. Adorei ver a relação dela com a namorada. Foi perfeito. Amo as duas. Ver como desenvolveram bem elas foi muito legal, a Nomi tem algumas das melhores cenas da série, e isso inclui as de ação, como quando invadiram a casa da mãe da namorada dela. Foi bom ver que não colocaram personagens gays apenas pq atualmente todas as séries tem que ter. Desenvolveram bem eles, isso inclui o Lito. A cena que me fez realmente amar todos eles foi a orgia. Rsrs Cena muito bem pensada. “nós transamos” – Lito. O Wolfgang é demais, passei a gostar mais dela depois que o amigo dele foi pro hospital. As conversas dele com a Indiana eram as melhores. Amo a coreana. Sempre que eles ficavam em perigo eu queria, pedia alto, vem sun! faz algo.. ajuda. No começo achei o nucleo do africano meio chatinho, parado mas foi muito bem desenvolvido.. e ele é o mais sem noção de todos. A indiana é a parte da série mais fofa. Gostei da relação dela com o Wolfgang. Enfim, não sei se falei o que eu queria mas me apaixonei pela série. Meus favoritos são a Nomi e a Sun. O will é demais, e a Riley é a parte sofredora da série. Eu diria, a parte gótica da série. RS Mas a história dela mostrada no final justificou tudo. Ah, fiquei tenso com as cenas do Wolfgang sendo agredido pelo pai dele muito séria. Deu a entender (e eu acho que era isso que acontecia) que o pai dele molestava ele. Terrível. Mas adorei tudo. Terminei de assistir agr e já estou com saudades. Nunca vi lost e não quero que sense8 se perda na segunda temporada, gente, não faço ideia o que vai ter na segunda. Aguardando! <3

  5. Sense8 » Dia de Folga

    […] grandes cenas de ação, uma certa pirotecnia, mas no fundo Sense8 é uma série sobre pessoas, como também disse a Simone – e são as séries sobre pessoas que mais me atraem, a ponto até de eu passar por cima de […]

  6. Sara

    Acabei o seriado ontem. Escrevi um post agora para o A Vida Quer e já bateu saudade. Daí vim finalmente ler sua crítica sobre Sense8 e tô pensando em assistir em breve de novo, uma vez por semana, para ver se eu pego mais detalhes e se sinto menos saudade. Eu gostei muito mesmo dessa série <3 Talvez me xinguem, mas desde LOST não gamava tanto num seriado assim de cara.

  7. Aliatá

    Foi a série mais ruim que vi esse ano, e ola q assisto muita serie. O roteiro mais enrolão, diálogos mais chatos e cheia de dramalhão besta. Odiei!

  8. Daniel Takimoto

    So um detalhe o carro que ele isa e um porsche e nao uma ferrari:)
    Me ficou um pouco confuso o senhor sussurro. Se puder me ajudar??
    Parabens pelo texto…. Resumo mais do que perfeito.

  9. Renato

    Pode parecer um pouco de maluquice minha, mas será que o fato de termos nos conectado tanto com a série, não faria de nos sensíveis a essas emoções e conectados de alguma forma, me identifiquei 100% com a série, pois vi vários flashs da minha vida nas cenas dos personagens…sentimentos de alegria sem razão, raiva sem razão, e vários outros acontecimentos…
    Estaria eu ficando louco ou existe algo maior que ainda não temos resposta ou controle???

  10. Carol

    Parece até que ouviu meus pensamentos sobre a série. Gostei muito do que li aqui, definitivamente o melhor review desse seriado que pra mim é uma das melhores surpresas que tive esse ano!

    Muito obrigada

  11. Fabiana

    Já tinha ouvido falar da série por uma amiga, mas não conhecia. Vi o pessoal cantando “What’s up” no estande da Netflix na ComicCon e fiquei curiosa. Adorei a série! assisti todos os 12 ep. de uma vez, cada um 3 vezes, eu acho… rsrs A história é muito boa, os personagens são ótimos e interagem bem entre si. E a música então, não sai da minha cabeça! Estou ansiosa para saber o que vai acontecer agora. Espero não ter um “troço” de ansiedade até a chegada da próxima temporada. Uma das melhores séries que já assisti!!! Parabéns!

  12. Claudia Marcia Santos Rodrigues

    Melhor texto, parabéns!
    Tb me apaixonei pelos Sense8, estou assistindo novamente os eps. E como vc não vejo a hora de chegar a segunda temporada. Rio, choro, viajo em cada cena, cada olhar.Amo o pai da Rilley, Amanita, Hernando e até Daniela. Exagerada? Talvez.

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