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Eu bem disse que a principal questão era: como Morgan se sairá como líder e como essa “nova” equipe vai ficar?

Pois a coisa funcionou como se fosse feito para ser sempre assim. Como Rossi disse, Morgan é um líder natural – adoro o fato de Rossi sempre colocar as questões mais difíceis em pauta, mesmo que as pessoas fiquem completamente sem jeito – e talvez isso tenha facilitado que todos seguissem fazendo seu trabalho tão bem.

Mas acho que é mais que a questão de ser ou não um líder: Morgan é aquele cara decente e correto que fará o trabalho certo, que não vai se deixar levar pelo poder. Adorei a cara da Strauss quando ele diz que não quer a sala e que a situação é temporária.

Ele não querer a sala da Hotch nos permitiu ter o momento “fofo” do episódio com JJ pedindo à Garcia que arrumasse uma sala para ele e para que esta fizesse isso com uma qualidade de primeira.

Quem terá trabalho de verdade serão os roteiristas no futuro: como fazer Morgan voltar a responder para Hotch sem que a gente ache que algo não está certo ali?

E o caso de Morgan e a Tamara? Não sei. Ele não cruzou nenhuma linha, o culpado pela morte do irmão dela já foi julgado e é clara a atração entre os dois. Deveria ele ter renunciado a isso? Não consigo enxergar dessa maneira.

Bom, deixemos isso de lado por enquanto e vamos falar da investigação da noite antes que meu espaço acabe.

O crime: mortes aleatórias, sem um padrão de vítima, nem mesmo de ação. Todas indicando para um mesmo culpado apenas por um motivo: ele retira os olhos de suas vítimas.

Não, eu não imaginava o que vinha: ele não os comia, como poderia imaginar Reid, mas os colocava em animais empalhados. Eu sinceramente não consigo imaginar qual dos dois destinos é pior.

Destaque para o trabalho de Todd Giebenhain como o desequilibrado Earl.

Cradle To Grave não é um grande episódio – o que é uma pena – mas ele tem uma razão muito importante de ser: ele é o episódio em que Hotch admite seus problemas e deposita toda a sua confiança em Morgan, para que este segure o tranco enquanto ele se recupera.

Pensando desta forma, entendemos que a investigação do episódio só serve para que Hotch possa pegar no pé de Morgan, para que a gente fique pensando se Morgan se meteu em confusão por causa da garota do episódio passado, e para que, no final de tudo, a gente possa respirar parcialmente aliviada – parcialmente porque, não sei vocês, mas o arranjo não me pareceu 100% seguro.

A curiosidade sobre o caso a ser investigado é maior pelo destino das crianças envolvidas – e nisso a cena final de JJ com os avôs do menino Michael foi muito tocante e realmente bem feita – do que pelos assassinos em si, por sua motivação ou mesmo seu destino. E o fato de ser assim é o que tira o brilho do episódio – particularmente gosto daqueles em que você torce pelo destino dos sobreviventes ou vítimas, mas em que você também fica intrigado ou desafiado pelo vilão.

Um bom vilão. É sempre isso que faz diferença no final das contas e, aqui, nem ao menos vemos direito o que ele faz, ou seu rosto, ou aqueles indicativos de sua personalidade que os roteiristas de Criminal Minds sempre tão bem nos apresentam.;

Resta, então, a curiosidade de como funcionará a nova equipe – sim, os membros são os mesmos, mas um novo chefe muda toda a dinâmica.

Quando não resta mais esperança alguma? O quanto vale a vida de alguém?

Essas duas perguntas são apenas pinceladas em mais este excelente episódio de Criminal Minds: um grupo de homens passa a destruir e matar, simplesmente pela diversão. Não eles não são loucos (ou são?), eles não querem dinheiro ou vingança, apenas sua vida parece tão pobre de sentido que matar parece algo tão simples quanto escovar os dentes.

Fugindo um pouquinho do modelo, este foi um daqueles episódios em que sabemos quem são os criminosos, então a questão é como a equipe chegará até eles.

A história de Hotch deixa de ser o centro das atenções do grupo, mas ainda é o impulsionador da crise de Hotch com o chefe de polícia – apesar de que, precisamos admitir, o problema do chefe de polícia era consigo mesmo e seu desejo de vingança.

Vingança. Sentimento que aqui se torna personagem. Qual o limite entre justiça e vingança e o que realmente se consegue disso quando se perde alguém importante?

Interessante como o fato de os corpos estarem cobertos tornam a maldade ainda mais latente. Funcionou bem melhor do que ver aqueles corpos despedaçados que vemos em filmes de terror modernos.

E Morgan? Garcia não fez o alerta por maldade e realmente é fácil confundir as coisas quando se está tão fragilizado, mas Morgan foi super profissional, mesmo apoiando Tamara Barnes ele não deu nenhuma abertura maior para que ela pensasse outra coisa… Até aquela cena final. Será que Morgan vai se meter em confusão?

Mas o que importa mesmo foi o final de ouro com a equipe deixando a polícia encerrar seu trabalho. Realmente não existia mais nada que eles pudessem fazer ali e isso não tem nada a ver com o que Hotch está passando. Na verdade, foi apenas mais uma amostra de quando a esperança realmente se vai.

Foi só eu ou esse foi um episódio meio confuso de Criminal Minds? Eu nem ao menos consigo decidir se realmente gostei dele, afinal tivemos Garcia e Reid dividindo sala e atenções como adolescentes que quase são e Rossi mais um vez mostrando um lado seu até então desconhecido, ou se não gostei nada, achei a construção da investigação meio tosca com essa idéia de juntar serial killer, ex-amigo bandido de Rossi e mulher da sua vida que ele só viu uma vez.

Tivemos Hotch um pouco mais centrado e encarando a verdade dita por Rossi – acho que sua preocupação ao que estão pensando dele uma mostra de que o pior já passou – e sofrendo por estar longe de seu filho bem no dia de seu aniversário. Não tenho dúvidas de que o menino e o reaparecimento de Foyet estão diretamente relacionados, é só questão de tempo para acontecer.

Achei que os roteiristas poderiam ter brincado um pouco mais com Garcia e Reid, o potencial era enorme e foi mal explorado. A cara de decepção de Reid quando Garcia diz a resposta da palavra cruzada antes que ele foi ótima – e só melhora com o comentário “essa garota ‘e inteligente mesmo”.

Quanto a investigação em si, como disse antes, achei informação de mais para pouco tempo, pouco trabalho de análise mesmo da equipe e muito chute certo de Rossi. No final das contas o primeiro episódio mais ou menos depois de muito tempo.

Hotch é o mais controlado dos homens. Mesmo em meio ao caos e ao desespero ele sempre soube guiar sua equipe de maneira a que eles se mantivessem acima disso. Apesar disso, no últimno episódio da temporada passada, seu discurso final foi meio que um pedido de ajuda, meio que um desabafo.

Difícil é imaginar os efeitos de perder completamente o controle quando você é uma pessoa obsecada por controle como é o caso de Hotch. Haunted tenta nos mostrar isso, mais deixando dúvidas do que as esclarecendo: será que Hotch permitiu que Call matasse seu pai assassino que destruiu qualquer esperança de ele ter uma vida normal?

Se fosse somente essa a ambição de Haunted, focar na falta de sentido que a equipe enxerga no comportamento de Hotch, sem a certeza de que pode confiar em seu líder, já seria um episódio muito bom, mas ele ainda nos entregou a ótima história de Call, cujo médico julga seguro deixar sem medicação, sem imaginar as consequências para sua alma atormentada e para as pessoas que acabaram por se tornar vítimas, inclusive o próprio médico.

Será que valeu a pena todo esse terror só porque descobrimos quem foi o assassino que matou várias crianças no passado? Não sei, é difícil demais colocar peso ou valor em determinadas coisas, principalmente quando elas são o fim de um caminho tortuoso demais.

Resta esperar pelo dia em que os roteiristas trarão Foyet de volta, porque acho que esta será a única maneira de Hotch se libertar novamente. Redenção que Call parece ter encontrado após matar seu pai e reencontrar Tommy.

Observação: ver Sean Patrick Flanery como Call foi uma grata surpresa. Apesar de que, confesso, ele é mais um daqueles atores marcados por um personagem para mim. No caso Greg Stillson, de The Dead Zone, o homem que traria o fim do mundo.

Confesso ter ficado um pouco confusa com o início deste episódio: pera aí, como eles já estão cuidando de outro caso? Cadê o Hotch? Por que ninguém sabe o que está acontecendo? Cadê o Ceifador?

Levei um tempo para processar que ainda estávamos poucas horas depois do caso do Canadá e de que o time, em teoria, nem estaria junto naquele dia – motivo pelo qual ninguém havia dado pela falta de Hotch.

Daí em diante confesso que fiquei tão envolvida pela questão de como eles conseguiriam solucionar o caso do médico ameaçado que até esquecia de pensar no Ceifador e em Hotch.

O roteiro todo foi muito bem amarrado e nem fiquei tão frustrada pelo assassino que consegue fugir – como ficar depois da ótima jogada dele ter usado a identidade de Morgan para deixar Hotch no hospital? – mas fiquei aflita com a idéia de que a família de Hotch continua em perigo. Alguém mais sentiu o coração apertado ao vê-los entrando naquele carro?

Quanto ao caso do médico: por mais absurdo que possa soar o fato de Spencer resolveu o caso praticamente sozinho em questão de minutos, a idéia de que a equipe só conseguiu isso graças a Hotch, conforme Rossi fala para ele depois no hospital, me pareceu perfeita.

Para os torcedores de Hotch e Prentiss: juro para vocês que não vi os sinais de “clima de casal” que tantos comentaram nos últimos reviews. Não acho uma idéia ruim, mas também não faço parte dos torcedores – amor no trabalho, bem, desculpem o trocadilho, dá trabalho demais.

Na primeira cena vemos Sharif Atkins. Nosso primeiro pensamento é estarmos de frente para o desconhecido – aquele pensamento simples relacionado ao fato do convidado ser alguém com alguma relevância no meio.

Daí a sequência na fronteira do Canadá e a dificuldade em entender o que realmente está acontecendo: as provas mostram que ele teria matado mais de dez pessoas, mas sua busca por ajuda indica que algo mais está acontecendo. [More]

Fevereiro é mês de estréia para a AXN e em 2010 isso não seria diferente. Mas foi melhor: quem ficou sem fôlego nos episódios finais de Criminal Minds e NCIS na semana passada não terá de esperar para ver o desfecho dos ótimos ganchos lançados, já que as novas temporadas também chegam nesta semana. O duro é que a semana agora ficou bem cheia e vamos precisar de bastante jogo de cintura para acompanhar veja só:

A décima temporada de CSI chega já nesta segunda, às 21h00. Quem fará dobradinha com o seriado é Criminal Minds a partir das 22h00, que muda de dia e horário. Não passeremos nem uma semana sem saber o desfecho da visita recebida por Hotch no último episódio da quarta temporada.

LOST passa para as terças às 21h00 em sua sexta e última temporada. O primeiro episódio chega no dia 09, uma semana depois da estréia nos EUA – ao que parece o canal quer evitar a concorrência dos downloads, para felicidade dos fãs que não baixam e ficam fugindo dos spoilers.

O horário das 22h00 de terça fica para a estréia de FLASHFORWARD no dia 23. O seriao foi apontado por muitos como o novo LOST, mas tem tido dificuldade em encontrar seu espaço, bambeando na audiência, sendo muito criticado pelos fãs. Teve a exibição parada por mais tempo que o normal nos feriados de fim de ano e duvido que alguém aposte numa segunda temporada. Eu ainda não assisti ao seriado – ser o novo LOST não é motivo para chamar minha atenção -  mas confesso que estou ansiosa para ver Joseph Fiennes na telinha, no papel de um agente do FBI que tenta descobrir o que realmente aconteceu após todos os habitantes do planeta desmaiaram ao mesás 21h00mo tempo durante exatos 2 minutos e 17 segundos.

A oitava temporada de CSI Miami volta na quarta, seguido da estréia de CASTLE, às 22h00. O novo seriado coloca um autor de romances policiais com bloqueio criativo e uma policial investigando crimes inspirados em seus livros. Curiosos? Eu estou.

C.S.I. NY, em sua sexta temporada, continua nas quintas, às 21h00. Vamos descobrir o que aconteceu com a equipe após o tiroteio que encerrou a temporada anterior, logo depois da morte de Angell. mantendo a tradição, continuamos com as reprises de Law And Order Criminal Intent, ainda sem previsão de estréia da nona temporada – e eu nem me importo de continuar esperando pela despedida de Goren.

Na sexta é hora de descobrir como a equipe do NCIS conseguirá tirar Ziva da confusão em que ela se meteu. Em seguida, às 22h00, são os advogados de Raising de Bar que estão de volta para a segunda temporada.

Vida social para que, nâo é?

O que é mais assustador: a idéia de que alguém, apenas para provar que tem razão, é capaz de matar pessoas inocentes ou a idéia de que existe um sala enorme, praticamente um corredor de shopping interminável, cheio de cofres e, em cada um deles, um vírus, desenvolvido ou não pelo homem, que pode matar a todos?

Bom, ao que parece, roteiristas de Criminal Minds resolveram nos fazer avaliar isto no penúltimo episódio de uma densa e preocupante temporada. Ao pensar em JJ ou mesmo Hotch sem poder proteger os seus para cumprir o seu dever um arrepio me subia pela espinha. [More]

“Eu não tenho certeza quanto aos automóveis. Com toda a sua velocidades eles podem ser um passo atrás para a civilização.”

Booth Tarkington

Neste episódio de Criminal Minds a máxima de que um carro pode ser uma arma em mãos erradas é levada a sério e, talvez pela escolha da arma, talvez pela maneira que tudo acontece, temos um diferente tipo de assassino. Pelo menos assim me pareceu.

O que é difícil de definir é se este foi mais um dos pesados episódios ou se foi mais leve – dentro do contexto, por favor: usar algo de nosso dia a dia torna esse assassino mais assustador para você?

Também tivemos algo diferente em relação a como o episódio foi montado: após uma série de episódios em que conhecemos o rosto do criminoso no início do episódio, aqui somos levados a crer que sabemos quem ele é, para sermos surpreendidos no final por algo totalmente diferente.

Na verdade todos os desvios durante a investigação foram propositais e, por isso, funcionaram tão bem.

E aí o fato de ter bons roteiristas em ação faz toda a diferença: apesar da reviravolta final, a montagem dos fatos, a descoberta do que ligava as vítimas entre si, a motivação do crime e o assassino foi tão bem feita que você fica com a certeza de que não foi uma solução tirada da manga no último instante.

Outro detalhe que funcionou muito bem: aquele homem de quem desconfiamos no começo poderia ter uma ligação com acidente, mas não tem. Sua humanidade, sua culpa, constrastam com o que acontece com o assassino, e neste contraste as coisas se tornam mais cruas, mais reais.

Finalizando: nada é super secreto quando estamos falando de Garcia, não é mesmo?

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