Na última quinta-feira eu estive em uma cabine de imprensa do Warner Channel para a apresentação de V, a principal novidade do canal – sobre a qual você lê daqui a pouco. No evento, Wilma Maciel, diretora do canal, aproveitou a oportunidade para divulgar em primeira mão outras novidades sobre sua nova grade, no ar a partir de 05 de abril.

Em meio a comentários sobre o sucesso que as comédias The Big Bang Theory e Two And A Half Men vêm obtendo, e sobre o fato de brasileiros gostarem de comédias, ficção científica e drama, nessa ordem – seriously? ela tirou isso da onde? – Wilma revelou que Gossip Girl deixará a programação sem encerrar a exibição da temporada atual.

A decisão teria sido motivada pela baixa audiência do seriado. Ainda segundo Wilma: “Adolescentes nunca ficam em casa e, quando ficam, ficam na internet. Então esse é um público difícil.” A retirada do seriado da programação deixou muita gente decepcionada, como pode ser visto em uma simples pesquisa na internet.

Gossip Girl será “relançada”, segundo Wilma, em Junho ou Julho deste ano, desde a sua primeira temporada, com a intenção de chamar um novo público para acompanhar o seriado.

Outro seriado que parece não ter conquistado seu espaço é Trauma, que sai do primetime para ser exibido nas noites de domingo, na faixa das 22h00.

Warehouse 13, que teve sua primeira temporada já encerrada em fevereiro, deixa o primetime para dar lugar a Human Target, a segunda grande novidade do canal nesta mudança de grade.

Human Target é um seriado da FOX americana que já teve 06 episódios exibidos nos EUA e é estrelada por Mark Valley (Boston Legal e Fringe). Baseado em um título da DC Comics, o seriado conta a história de Christopher Chance, um guarda-costas que se coloca no lugar de seus clientes que estão em perigo a fim de desviar a atenção – ou seja, se torna o tal alvo-humano do título.

As comédias do canal continuam às terças, seguidas de Fringe e V, que formam a dupla de ficção do canal.

Smallville muda para as quartas, sendo seguido de uma reprise do episódio de V exibido na terça anterior – vale dizer aqui que Wilma afirmou no evento que essa seria a primeira vez que o Warner reprisa uma série dentro do próprio primetime; ela apenas se esqueceu das reprises das comédias, que já acontecem hoje.

As quintas não terão mudanças, com Vampire Diaries e Supernatural, e será mantida a faixa de filmes nas sextas-feiras. Devido ao sucesso de Supernatural no SBT, Wilma revelou que existem negociações para que o canal autorize que o SBT exiba a nova temporada em um intervalo menor que o usual após sua exibição no Warner.

O que deve trazer a alegria de muitos fãs é que voltam as reprises da madrugada: após o primetime haverá reprise de episódios de Two And A Half Men e em seguida a reprise dos seriados exibidos à noite. Os seriados de maior sucesso também terão reprise aos domingos.

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O narrador fala, dessa vez com sotaque britânico, sobre as histórias daqueles envolvidos com a lei e a justiça, texto que já foi decorado por todo fã de Lei & Ordem. As cenas iniciais nos mostram o crime da noite, quando um bebê é encontrado morto em uma mochila abandonada perto de um hospital, que foi evacuado por medo de um ataque terrorista. Somos apresentados a Matt Devlin (Jamie “Adama” Bamber) e Ronnie Brooks (Bradley Walsh), dupla de detetives que investigará o crime.

Aí entra a música de abertura e, espera aí, eu desconheço essa música! O letreiro também é diferente, com outro estilo de fonte, mas a cena final, com os detetives e promotores deixando o tribunal, mantém o estilo da “matriz”.

A primeira parte do piloto é confusa. Os já conhecidos recortes de uma cena para outra são usados em demasia e nos deixam tontos, ainda mais quando, em meio a eles, somos presenteados com diálogos rápidos em francês.

Matt e Ronnie funcionam bem como dupla de detetives, mas ainda não têm ritmo. A chefe de polícia aparece pouco, mas gostei do que vi.

A segunda parte do episódio é um passeio de Ben Daniels como James Steel. Eu, que já adorava o trabalho do ator, achei-o a escolha perfeita para o papel e sua interação com Bill Paterson no papel de George Castle, o diretor da promotoria, fica bem próxima da que temos com a dupla atual da original, o que dá bastante vivacidade a trama.

Acredito que a regionalização das histórias, tornando-as mais britânicas, abre um belo espaço para o sucesso do seriado, basta acertar esses detalhes de velocidade. Qualidade o seriado mostrou que tem.

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Bones S05E01
*Publicado originalmente em 24/09/2009

Brennan e Booth estão de volta e o primeiro episódio desta nova temporada deu uma absurda sensação de alívio após o desastre do fim da temporada. Eu até preferia esquecer aquele último episódio, mas, ao que parece, ele ainda será usado de mote para uma avaliação da relação da dupla central.

Independentemente disso, os roteiristas parecem ter retomado o gosto por corpos encontrados em lugares estranhos, neste caso em especial acho que o mais estranho não era nem o local em que foram localizados, mas o perfil das vítimas encontradas: pessoas que talvez estivessem desistidindo do mundo. [Para continuar a ler, clique aqui]

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Não morri de amores por Good Cop, Bad Cop, confesso, mas ele também não foi de todo ruim.

Acho que o principal motivo é a falta daquilo que eu mais valorizo no seriado: o trabalho de toda a equipe.

Foi um episódio necessário? Acho que não. Sim os roteiristas quiseram nos dar uma visão daquilo pelo que Ziva passou após ter ficado no Iraque e que teria a afetado de tal maneira que ela tenha mudado, mas não acho que nada disso fosse realmente importante para que ela pudesse entrar para o NCIS de vez.

Acho que a visão mais importante, a do pai que na verdade coloca a causa acima até da vida da própria vida, podia ter se passado em apenas uma parte, uma lembrança, quem sabe no momento em que ela conversava com Gibbs no episódio passado, quem sabe durante um caso que eles investigavam.

No fim das contas esse provavelmente será o episódio da temporada do qual não me lembrarei mais.

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Um belo episódio, nada demais em termos de investigação – afinal a gente até já sabia quem era o culpado – mas foi legal voltar a focar em Devalos, um personagem que me é muito querido. E foi uma boa sacada usar a filha de Manual Sandoval no papel de sua filha morta.

Usar as fotos dos dois na vida real como um apanhado da vida do promotor e sua filha também foi uma boa.

Não sei se foi isso ou a tocante narração da personagem de Arianna, sua carta de suicídio, mas este acabou por ser um episódio bastante emocional. Talvez isso também seja pessoal: desde que eu tive a Carol eu me tornei muito mais sensível a histórias de pais e filhos.

De qualquer forma, nada disso tira o mérito dos roteiristas em criar mais um bom episódio numa temporada que está muito muito boa. Achei interessante que, mais uma vez, a gente acaba por ter um gostinho de ver o bandido, de alguma forma, pagando pelos seus crimes. Esse clima de redenção, com Devalos finalmente lendo para sua esposa a carta da filha, acaba por satisfazer a nossa própria necessidade de justiça.

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Parece que a gente não pode defender muito um seriado porque depois a gente acaba pagando com a língua, não é não? Essa temporada de CSI NY em especial está difícil de ser defendida: depois de um primeiro episódio muito fraco e dois razoáveis, temos um que pode ser considerado um desastre.

O DNA de uma funcionária da fábrica de cotonetes contaminando todas as investigações de crime da cidade de New York? Vocês já imaginaram o inferno que seria? Não ia ser problema só em duas ou três. Absurdo total impossível de digestão.

E para me deixar mais irritada ainda: Flack que não consegue matar a assassina de traficantes – seriously? – e Danny milagrosamente levantando da cadeira de rodas no dia seguinte ao qual nem conseguir terminar o exercício de fisioterapia ele conseguiu.

Sou eu que estou ficando muito chata?

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Motivos para gostar do episódio: bastante Ned e participação especial de Steven Culp.

Motivos para não gostar do episódio? Não gostei muito da história, apesar de achar que o tema oferecia ótimo potencial. E não gostei de mais nada, affff! Bem fraquinho esse episódio. Na lama mesmo.

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Não sei se vou conseguir escrever sobre Brothers And Sisters todas as semanas: o seriado padece de alguma maldição em que eu sempre me enrolo para acompanhar e depois tenho que compensar com maratonas. Acho que o problema é uma absurda inconstância no que sinto por seus episódios: às vezes amo, às vezes odeio.

Eu, ao contrário de muita gente, acho que dá maioria, gostei bastante do final da temporada passada, do destino dado para Tommy e seus problemas. Talvez o fato é de que eu gosto mais dos personagens secundários que do casal Robert e Kitty – eca eca eca Robert.

Eu achei que o episódio ia seguir aquela coisa previsível de acidente de carro com casal feliz – a edição da cena mais a música de fundo indicavam esse caminho – e até acabei surpreendida de maneira positiva pelo que veio.

Vamos ver: Justin e Rebecca e sua festa de noivado – adorei o piano despencando, adorei Holly e Nora tendo de se virar para enganar a vovó chata, adorei a cara de “pã” da Nora, odiei as ceninhas de briga de Justin e Rebecca e de Nora e Holly.

Robert e Kitty tendam reconstruir sua relação. Sério: tem conserto depois do mala-senador dizer que fica procurando por uma “indicação”? Papo mais mala… Ops, é que ele é assim não é gente?

Teve Kevin e Scotty procurando por uma forma de se tornarem pais. Teve Sarah indo para Paris. Teve Kitty descobrindo que existe algo de errado com sua saúde.

A primeira vista as tramas todas parecem interessantes, mas achei desnecessário jogarem tudo num episódio só.

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Nos Estados Unidos, Shawn Takes a Shot marcou o final da primeira metade desta ótima quarta temporada, já que, por lá, o seriado sofre uma pausa no final do ano, voltando a ser exibido em fevereiro. E foi um excelente final de de meio de temporada, para Psych!! Um episódio cheio de referências a infância de Shawn, com os ensinamentos “para a vida” que ele recebia de seu pai, mas, dessa vez, com Shawn correndo risco de morrer de verdade.

É essa maneira de apresentar as histórias que sempre me faz pensar o quanto Psych não é valorizado a altura: o protagonista passa metade do episódio dentro do porta-malas de um carro e, ainda assim, a história não é chata.

Sem falar na perseguição final, com Gus e Lessiter morrendo de medo de que seus carros fossem estragados e não de que Shawn acabasse morto. Todo mundo aqui em casa parou para ver – mesmo sendo previsível que Shawn ficaria de um lado para o outro na picape porque nenhum dos dois queria que ele se jogasse em seu carro.

E, para fazer sofrer os torcedores de Shawn e Jules ainda tivemos Shawn finalmente falando que ama a linda policial… Para chamá-la de Abigail depois. Ele nunca vai assumir?

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Essa semana discutíamos no grupo da Sociedade dos Blogs de Seriados sobre os seriados da década (vem coisa boa por lá, já aviso) e eu falo que Law And Order é um deles. Sim, alguns podem pensar que sou louca, afinal Law And Order se arrasta por longos 20 anos e não deveria ser colocado em um lista como essa.

Pois bem, para mim este seriado pode ser dividido em mais de um. Tivemos os primeiros 07, 08 anos, muito bons. Tivemos um período de roteiros-para-constar, em que um ou outro episódio chamava nossa atenção, mas na média, bem, eles eram de média qualidade.

Aí veio McCoy assumindo o posto de procurador e a entrada de Linus Roache como Michael Cutter e temos um novo seriado, uma revisitação dos melhores anos. Novos ares. Um elenco mais que afinado. E, parece que ao verem a “equipe” de atores que tinham em mãos, os roteiristas se sentiram novamente estimulados a fazerem grandes histórias.

A 19ª temporada e essa 20ª mostram isso de forma clara: as histórias saem do lugar comum e, mais que isso, finais fáceis não são a escolha provável. Por vezes somos confrontados com bandidos livres e que queríamos ver presos, em outras temos condenações que queríamos que escapassem – e sempre encontramos um dos personagens pensando como a gente.

Este sexto episódio da temporada atual traz à tona uma interessante discussão: qual o efeito que comunidades da internet podem ter sobre a vida e morte de outras pessoas. Será que o anonimato faz com que mais loucos encontrem caminho para exercer sua loucura? Será que o direito de revolta com comportamentos inadequados está acima do direito à privacidade?

Se existe uma verdade é que sim, nossa vida está ali na internet para quem quiser pesquisar. Isso tem seu lado assustador, o seu lado ruim e o seu lado bom – algum de nós irá reclamar de poder pesquisar tão fácil sobre qualquer assunto que quisermos?

A primeira decisão fácil: não, o direito a livre expressão não está acima do valor da vida de uma pessoa. É fácil mesmo isso? E qual seria o limite? E quando existe realmente o risco para alguém?

E quem tem o direito de decidir que verdade trazer à tona ou não? Vamos pensar no caso do Bernard: alguém tem direito de trazer à tona a verdade sobre seu filho sendo que ele e a ex-namorada resolveram conduzir o assunto de outra maneira, decidindo que ele não exerceria seu papel de pai?

Gente, sobra assunto para eu escrever aqui por dias e não é isso que eu pretendo. O que pretendo é elogiar a coragem de trazer o assunto à tona e não nos dar soluções fáceis: você acha que o dono do site foi condenado ou não? E ele devia?

O destaque no elenco, dessa vez, para o Lupo de Jeremy Sisto – e a cada episódio eu vibro com um diferente personagem – e sua idéia de usar a própria força da internet para descobrir o que era necessário.

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