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Que dizer do trabalho de Diedrich Bader (The Drew Carrey Show) neste episódio de Medium? A hora em que ele puxa o cabelo, do mesmo jeito que o joe faz, ou quando coça a cabeça, da mesma maneira que Scallon? E ele vestido de mulher? Na hora em que Scallon solta o seu “uma bela mulher” eu não aguentei de rir. Eu simplesmente adorei! E sabem o que eu mais gosto? Mesmo fazendo tudo isso, o que torna o episódio muito mais leve, o seriado não vira uma comédia.

Eu adorei Allison sem fazer idéia de porque via todo mundo com o mesmo rostos e amei dar risada na hora em que ela entra naquele banco: eu já sabia que ali estava o verdadeiro criminoso e nem assim perdeu a graça vê-la descobrindo o mesmo que eu.

E o final edificante? Os roteiristas de Medium parecem ouvir os meus apelos de que criminosos precisam sofrer, mesmo que não seja pelas mãos da polícia. De novo aqui a criminosa se ferra, desta vez sendo enganada por seu parceiro. No final das contas eu até prefiro esses finais aos em que a polícia triunfa, talvez seja porque a gente acabe por perder parte de nossa fé na justiça dos homens e adora ver um pouco de justiça divina.

Eu, sinceramente, acredito sempre que o que aqui se faz, aqui se paga, e não fica débito para uma outra vida.

O pessoal de língua inglesa tem uma expressão bastante interessante: I didn’t see it coming. Essa expressão é usada quando eles se surpreendem com alguma coisa e sua tradução literal seria “eu não vi isso chegando/vindo” e é usada no lugar do nosso “por essa eu não esperava”.

Acho que, aqui, essa expressão se ajusta melhor ao sentimento que tive na segunda metade deste episódio de Medium: eu não vi isso chegando.

E eu me refiro ao fato de Summer ter fingido sua loucura apenas para conseguir a morte de seus pais e de seu irmão para, no final das contas, ficar com toda a grana. Na verdade, ela é realmente louca, mas uma loucura diferente daquela imaginada por seus pais ou por seu médico.

A cena da menina matando o gatinho logo de início foi especialmente aterradora para mim – todo mundo sabe de meu amor por gatos, certo? – e eu não me esqueci dela ao longo de todo o episódio. Talvez daí minha dificuldade de acreditar nas cenas de normalidade dela, ela é uma psicopata!

Enquanto isso, na casa dos DuBois, as meninas vão crescendo e é interessante ver como são complementares e como elas conseguem construir algo de real amizade entre elas. Eu sei que para nós com irmãos distantes é difícil acreditar nesta possibilidade, mas se lembrarmos do quanto são únicas em função de seu dom, nada mais normal do que uma buscar apoio na outra.

Um belo episódio, nada demais em termos de investigação – afinal a gente até já sabia quem era o culpado – mas foi legal voltar a focar em Devalos, um personagem que me é muito querido. E foi uma boa sacada usar a filha de Manual Sandoval no papel de sua filha morta.

Usar as fotos dos dois na vida real como um apanhado da vida do promotor e sua filha também foi uma boa.

Não sei se foi isso ou a tocante narração da personagem de Arianna, sua carta de suicídio, mas este acabou por ser um episódio bastante emocional. Talvez isso também seja pessoal: desde que eu tive a Carol eu me tornei muito mais sensível a histórias de pais e filhos.

De qualquer forma, nada disso tira o mérito dos roteiristas em criar mais um bom episódio numa temporada que está muito muito boa. Achei interessante que, mais uma vez, a gente acaba por ter um gostinho de ver o bandido, de alguma forma, pagando pelos seus crimes. Esse clima de redenção, com Devalos finalmente lendo para sua esposa a carta da filha, acaba por satisfazer a nossa própria necessidade de justiça.

Mais um prova de que é possível encontrar novas e excelentes histórias para envolver Allison. E gostei da mudança: dessa vez os sonhos de Allison estavam super claros, foi o fantasma que a manipulou mesmo.

O começo parecia previsível, toda história do cachorro morto indicava que aquela garota se meteria em confusão, mas eu ainda levei um belo susto com a descoberta do corpo dentro do armário. No final das contas, confesso que demorei um pouquinho para pegar a moral da história, entre as reviravoltas do roteiro e, talvez por isso, teve mais graça.

Parte disso é mérito de Pablo Schreiber como Jeremy: não tinha como nós, e Allison, não nos compadecermos da morte prematura dele, acreditando em sua inocência.

Mas o que eu gostei mesmo, de novo, foi do finalzinho: Allison manipulando a namorada de forma que ela fosse presa e condenada e os dois infernizando um ao outro pela eternidade. Dá certo conforto acreditar que os maus pagarão, não é?

E o que dizer da disputa de Joe e seu chefe? Adorei cada instante!!! Principalmente, ops, de novo, o finalzinho com Joe contando para Allison como ambos terminaram sua noite e insistindo na idéia de que os dois são dois adultos.

Sei, sei…

Duas três observações se fazem necessárias após assistir a You Give me Fever:

1. Tenho a sincera impressão de que os episódios pós mudança para a CBS são mais divertidos.

2. Sim, eu adivinhei que o Dr. Westphal de Matt Letcher (The New Adventures Of Old Christine e Good Morning Miami) era o verdadeiro vilão logo de cara, principalmente após o papo dos dois centavos para proteger a todos.

3. Sim, eu adivinhei que o carinha suicida tinha relação com o sumiço do tal vírus, só não imaginava que ele e Letcher fossem amantes.

Tendo falado isso posso dizer sem medo que adorei o episódio, por mais que boa parte da graça de Medium seja ficar tentando adivinhar o que os sonhos querem dizer realmente e quem é o verdadeiro vilão.

O porquê de ter adorado? Provavelmente seja porque o final terrível de Letcher tenha despertado em mim o mesmo sorriso maroto que despertou em Allison, porque foi um final cheio de ironia, porque eu simplesmente gosto de ver o “bad guy” se ferrando no final.

E ainda teve Scalon e Lynn e sua história de amor. Scalon é o personagem menos romântico que conheço. Um poço de praticidade. E também nunca vi Lynn como uma mulher de rompantes de amor. Talvez por isso tudo tenha sido tão legal: a falta de jeito, o medo de que as coisas não dêem certo, Lynn colocando o anel sobre a mesa e falando que exigia que Scalon se ajoelhasse, Scalon sem saber como começar.

No final das contas, acredito que um casal como esse seja dos que mais dão certo: mesmo sem romantismo e rompantes o amor está ali à mostra – olhe o sorriso de Scalon e me diga que não.

O que você faria se pudesse saber quantos dias restam de vida para você e todos os entes que você ama?

Pois bem, a ideia é, ao mesmo tempo, maravilhosa e assustadora. E na mesma medida! Entendo perfeitamente o receio de Allison em olha para Joe ou mesmo para si mesma e descobrir a verdade. Melhor ser de surpresa.

Agora, o que eu não esperava era o que vinha: o episódio de Medium foi simplesmente fasntástico. Trama de crime amarrada e várias pistas falsas nos sonhos de Allison? Check. Allison descobrindo tudo a tempo de salvar Scalon? Check. Allison demonstrando seu dom para policial bandidão que com certeza se deu mal no final? Check. Trama paralela com Joe que te envolve? Check. Check. Check.

Primeiro Joe: a vida de nosso marido perfeito não é lá muito fácil. Aquela mulherada na casa dele é de arrancar os cabelos com suas invenções. Quando enxerga uma oportunidade de fazer algo grandioso, algo dá errado.

Não bastasse isso ainda aparece o pai fantasma para dar medo em qualquer um. No final, a cena em que Joe tenta meditar no canto de meditação de um dos seus chefes foi simplesmente perfeito. Previsível e perfeito – porque quando o chefe fala que aquele é seu lugar eu sabia que ele também meditava.

Agora a investigação: para variar Devalos chama Allison para investigar um negócio para o qual não existe pista alguma. Allison começa a ter problemas com a claridade e pega óculos emprestado. A partir daí ela começa a enxergar na testa de todos quantos dias restam de vida.

O susto mesmo é quando o marcador de Scalon vai de 11.000 e qualquer coisa para dois.

É claro que Allison consegue impedir que a previsão se confirme e eu adorei que tenha sido da forma que foi, ligando no último instante e pedindo a ele que falasse alto o nome de Carver.

E nada como um fechamento adequado: Allison enxergando o número 01 na testa de Carver e explicando a ele que a melhor opção é que ele se entregasse e ele sem entender nada.

Não tem como não ser fã quando você ganha um episódio como esse.

Ver Greg Germann (Ally McBeal) na telinha novamente já valeu esse episódio de Ghost Whisperer! Que saudades dele! Só faltou para termos uma dobradinha perfeita.

Mas ele se deu muito bem no papel de Kirk, fantasma que quer acabar com a vida da esposa sobrevivente lançando a culpa de sua morte nela.

E que final! Primeiro, Greg tornou Kirk o mais chato, louco e inconveniente fantasma já visto e eu simplesmente não queria que ele fosse embora! Nada de fantasma revoltado e negro, mas sim um fantasma sarcástico e irônico.

E o que dizer da cena em que ele destrói as roupas dela e ela sai destruindo tudo? E quando ela começa a ver Kirk porque ela também está morta? Uma bela surpresa e um casal feito nos céus, risos.

E também gostei da abordagem mais leve do dom de Aiden: assim como a mãe fez no passado, ele começa a usar seus amigos fantasmas para conseguir coisas, no caso ser um mágico de sucesso entre os amigos reais.

Só fiquei meio assustada com a “fantasminha” que ele tem eu seu armário…

Poxa, eu achei que não iria gostar desse episódio de Medium, mas não é que ele agradou?

O ponto em que achei que não daria certo foi quando a Allison estava surtando geral imaginando que Ariel ficaria grávida de um assassino, principalmente quando ela convence Scalon a interrogar o menino.

A parte em que gostei: toda essa viagem do menino achar que é uma pessoa e Allison descobrir somente no último minuto a verdade, que o espírito de seu pai ficou por perto por tanto tempo que ele acabou ficando confuso, e a verdade não ser nada do que imaginamos.

A parte de que não gostei: caramba, já se vão seis anos e o povo ainda duvida dela? Scalon duvida dela de uma maneira tão absurda. Você olha para ele e vê a descrença.

Tá, mas a gente sempre perdoa tudo quando Bridgette arruma das suas. Eu tinha certeza de que a história iria acabar bem, mesmo quando eu não fazia a mínima idéia de como isso ia acontecer. Quando ela explica o motivo de voltar a filmar e você vê o sorriso do moço no tribunal é o final perfeito para mais uma das histórias da minha DuBois preferida.

Como eu gostei deste episódio!! Não bastasse a trama do crime ser bastante interessante – podia ser o cansaço, mas eu não peguei que o tal especialista em bombas você bandidão – ainda tivemos uma trama super bem feita para Ariel e Allison encarando a tecnologia do novo carro de uma maneira hilária.

Se você ler alguns reviews do pessoal dos EUA, verá que alguns atribuíram a troca de carro ao investimento de uma indústria automobilística. Eu não sei o quanto de verdade há nessa história, mas acabou rendendo bem e eu não conseguia entender o apego de Allison ao carro antigo, apego bem explicado agora.

Na trama principal fica o brilhantismo de Todd Louiso como o homem com a bomba. É engraçado como algumas pessoas marcam um episódio, mesmo que não sejam as peças principais de uma trama, apenas por suas expressões e ações: o medo estampado no rosto dele desde o momento em que ele ameaça a caixa do banco foi perfeito para a situação. [More]

Um episódio temático: Medium e Haloween. Quais as chances de isso dar errado? Para garantir coloque um pouco de clima de Os Pássaros, zumbis comedores de gente, Allison vestida como heroína cult e trilha sonora a altura. Esqueci de algo? Ah é, teve Allison acordando como Elvira na véspera do Dia de Todos os Santos – foi pouquinho, mas rendeu umas risadas, apesar da falta de ligação com todo resto; aí cabe entender a representatividade que Elvira tem para os americanos.

Se tem algo que Medium têm conseguido nesta nova temporada, na nova casa, é experimentar. De Allison com os efeitos do coma, passando por Joe e sua busca por um novo emprego, as meninas descobrindo novos dons ou colocando seu pai em situações delicadas, chegando até aqui, não tem como você não se divertir ao assistir o seriado.

Mais interessante é avaliar que a experimentação toda deste episódio acontece enquanto a fórmula não muda: Allison tem um sonho confuso, ela acaba na investigação de um crime que aparenta ser solucionado de forma fácil, ela não entende os novos sonhos, fica até assustada, até que vê a chave da descoberta em algum aspecto e bammm, assassino na cadeia.

A experimentação veio do uso das cenas em preto e branco, do clima mal feito do que seria um filme de terror B das antigas.

Comentário final: adorei a especulação sobre o fato de que, se sonharmos morrer, não acordaremos mais. Vocês já tinham ouvido isso? Eu já. E, mesmo depois de Allison sobreviver, eu não quero testar para ver se é verdade.

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