Eu sempre me dou mal, muito mal, nos bolões de Globo de Ouro e Emmy. Dificilmente marco mais que um acerto, talvez porque, por mais que eu não vote nos meus preferidos (para quem eu torço), tenho dificuldade em medir o peso do buchicho, o peso do fato de um seriado ser um sucesso de público ou não ser sucesso de público, mas ser o escolhido como queridinho dos críticos.

Eu acertei com Mad Men em Melhor Série – Drama, série que acho chata para danar (não consegui passar do segundo episódio) somente por seguir uma lógica simples: In Treatment tem exibição diária, de que os americanos não gostam, True Blood é muito juvenil, Dexter nunca ganharia (críticos tendem a não gostar de seriados policiais) e House teve uma temporada fraca se comparada com as anteriores. [More]

Fico triste de não gostar tanto dos episódios de John Adams que sucederam à Independence. Longe da chatice de Don’t Tread On Me, Reunion não teve o brilho de Join Or Die e Unite Or Die foi cansativo.
Em Reunion pudemos ver a ascensão, mesmo que contra sua vontade, de John Adams a posição de embaixador dos EUA na Inglaterra, logo após Abigail ter deixado o país para lhe fazer companhia em Paris.
Fiquei impressionada com o Rei George III. Aquele olhar dele, aquela falta de expressão. Como quem conta a história é sempre o lado vencedor, não é nada estranho que o rei inglês seja representado por um homem com face de louco. [More]
Acabei de perceber que o quarto episódio de John Adams começa daqui a pouco e eu nem falei do terceiro.
Mas, vamos admitir: até eu, que amo história, achei o episódio a coisa mais chata do mundo. E olha que, além de amar história, eu amo Paris. Amo Versailles. E eu Odiei o episódio.
Franklin se tornou um velho fútil. John Adams reduzido a um nada, doente e recolhido.
Sei que são partes importantes da história, mas mereceriam, no máximo, uns vinte minutos da minissérie.


Continuo extasiada e corro o risco sério de não me segurar e sair assistindo um depois do outro e passar a noite em claro, coisa que já quase fiz ontem.
Mas o segundo episódio de John Adams pode ter decepcionado alguns telespectadores: ele foi uma aula de política, uma aula da história americana, mas foi um episódio pesado, de falas longuíssimas, de cenário estático. Isso pode cansar, principalmente aos menos acostumados com seriados históricos.
Ainda assim, eu me atrevo a dizer que John Adams se tornou minha minissérie histórica favorita, mil desculpas querido Napoleão.
Este foi o episódio para conhecermos as pessoas que não só tiveram importância no processo e luta pela independência da América Britânica, que se tornaria os Estados Unidos da América, como também teriam papel fundamental nos primeiros anos da nova república e na elaboração da Constituição Americana, um dos mais importantes documentos Mundiais. [More]