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Lie To Me continua bem em sua tarefa de ser um bom seriado procedural. Mesmo neste episódio, Control Factor, que sai um pouquinho da trilha, as coisas acabam por funcionar de forma bem similar.

Só ando sentindo uma falta imensa dos comparativos com fotos da vida real, fico um pouco com a sensação de que os roteiristas acham que nós já decoramos as micro-expressões e seus significados – a impressão vem de eles destacarem aquela micro-expressão, mas ná não mais destacar seu significado.

Se tem algo de positivo no episódio é a maior participação de Emily: adoro a interação da garota com seu pai. Ela é uma menina-velha, sabem como é? Mais madura para sua idade do que outra garotas, mas de uma forma muito real. Eu adoro as linhas de conversa dos dois, como eles se entendem e até a sinceridade dessa relação – principalmente por parte do Cal, que é super desastrado em seu papel de pai.

Quanto as investigações: um motivo inusitado para o sumiço de Marla, no mínimo. E não deixa de ser interessante vermos Cal agindo sem ajuda de tecnologia, é apenas ele identificando as coisas e dando uma de investigador particular, saindo inclusive de seu papel usual.

No escritório? Bom, Locke continua sendo o personagem que mais odeio, mesmo quando não faz muita coisa. Não gostei muito do surgimento desse rival do Cal. Na verdade ele nada acrescentou a trama – tá, admito, a cena que mais gostei dependeu da existência dele: Cal entregando seu cartão ao Locke no finalzinho, numa clara referência a oferta de emprego que ele recebeu.

Bem, por mim essa já seria uma questão resolvida: vai lá Locke.

Episódio bem “amo e odeio Cal Lightman”, não foi não? Eu odeio quando ele age como se fosse animal acuado, faz aquelas caretas dele e parece capaz de violência a qualquer momento. Aí eu amo quando parece que a máscara dele cai e ele demonstra algum sentimento.

Não tem nem como eu escolher qual caso investigado eu gostei mais do desenvolvimento: a investigação sobre o rapaz que teria estuprado uma menor – e a imagem do Polanski te induz a considerá-lo culpado – ou a investigação sobre a tal isenção das 30 igrejas.

A investigação conduzida pela Gillian parte de um ponto interessante: como julgar se uma nova igreja é ou não verdadeira? Como avaliar a crença de alguém? Infelizmente, pelo meio do caminho ela se perdeu um pouco e deixou de ser uma investigação para virar uma cruzada de Gillian contra o homem mal – é claro que o fato de eu olhar o pastor e ver o marido traidor de Sarah Walker de Brothers And Sisters acabou por fazer com que eu torcesse por ela.

Na outra investigação o melhor foi ver Cal à flor da pele, nem que fosse em seus momentos de fingimento, e Cal errando o alvo do pai da menina.

Ceninha entre a ex-esposa de Cal e o promoter: primeiro é importante dizer que é muito estranho ver James Marsters com tanto cabelo, depois devo dizer que achei todo o drama dela exagerado por conta de algo da época de faculdade. No fim das contas, o final meio dramático para o personagem foi justamente para contrapor esse exagero.

Só é uma pena porque significa nada de Marsters em outro episódio…

Nesta terça-feira, dia 23, às 22h00, temos estréia na FOX: Lie To Me retorna em sua segunda e elogiada temporada.

Vamos ter a oportunidade de ver Cal Lightman (Tim Roth) detectando a verdade no que a pessoa diz apenas observando a linguagem não-verbal. A imagem acima é bastante sugestiva: já imaginou um jogo de poker com essa equipe?

O agente do FBI Ben Reynolds (Mekhi Phifer) continua na equipe, mesmo que contra a vontade, e veremos casos que vão desafiar o dom de Cal: como saber se uma pessoa mente ou não se ela tem dupla personalidade?

Para mais informações acesse o portal da FOX.

Hoje a noite, a partir das 23h00 (horário de Brasília), os canais Discovery Home&Health, People&Arts e NatGEO exibirão ao vivo o Hope For Haiti.

O evento, que acontecerá simultaneamente em várias cidades,  tem a finalidade de arrecadar fundos para o país, arrasado por dois terremotos nas últimas semanas.

Participarão do evento: Wyclef Jean, Bruce Springsteen, Jennifer Hudson, Mary J. Blige, Shakira e Sting se apresentam em Nova York; Alicia Keys, Christina Aguilera, Dave Matthews, John Legend, Justin Timberlake, Stevie Wonder, Taylor Swift, Keith Urban, Kid Rock, George Clooney e Sheryl Crow estarão em Los Angeles; Coldplay, Bono Vox, The Edge, Jay Z e Rihanna farão performances em Londres. O âncora da CNN, Anderson Cooper, participará das transmissões diretamente do Haiti.

Após a exibição as apresentações musicais poderão ser adquiridas na loja iTunes® da Apple®, a partir de sábado, 23 de janeiro, ao custo de US$ 0,99 cada música. Na internet, o evento também será transmitido em tempo real pelos sites YouTube, Hulu, MySpace, Fancast, AOL, MSN.com, Yahoo, Bing.com, BET.com, CNN.com, MTV.com, VH1.com e Rhapsody. Facebook e Twitter são as redes sociais oficiais para difusão dos canais de doação.

glee S01E05

Um episódio com participação de Kristin Chenoweth. Quem mais aí ficou super ansioso – afinal, estamos falando da verdadeira estrela de Pushing Daisies certo?

Pois não deixa de ser irônico que, apesar de ter adorado suas participação, as mais queridas cenas do episódio não sejam as dela, com direito a finalzinho com Somebody To Love do Queen sendo interpretado de uma maneira que fiquei até arrepiada.

Adorei a participação de Kristin: ela é uma graça, simpática e charmosa. Arrasa na dança e na cantoria, além de ter ficado ótimo no papel de ex-estrela-frustrada-que-enche-a-cara-todo-o-tempo – suas cenas conquistando os membros da equipe são ótimas, principalmente quando falamos de Kurt bebinho. Mas o fato de ela não ser o destaque só demonstra o quanto o elenco está funcionando bem junto.

E, depois de terem alcançado a maturidade em termos de roteiro no episódio passado, o pessoal de Glee conseguiu mais que jogar clipes de música entrecortados por blablabla: temos Emma mostrando mais de sua força ao enfrentar Will, por quem ela tem grande carinho, por ver que ele está fazendo as coisas pelos motivos errados – vaidade própria – para no finalzinho curtir com ele a conquista do grupo.

Grupo que tem a volta de Rachel, que desiste do projeto pré-falido de Cabaret – não antes de arrasar em uns ensaios – e depois de se aproximar ainda mais de Finn. Eles formam um bela par.

Ao que parece, as coisas só melhoram por aqui, episódio após episódio.

Lie To me Better Half S01E10

Você já pensou em viver sua vida vendo na pessoa a seu lado quando ela diz verdades e quando ela diz mentiras? E ser a outra pessoa desta relação, aquela cujos pensamentos e sentimentos são lidos?

Sempre pensei nisso ao assistir Lie To Me. Ficava pensando no por que de o casamento de Val ter terminado e aqui, de maneira muito inteligente, os roteiristas demonstram isso: o fato de você ver um determinado sentimento no rosto de uma pessoa não pode ser tratado como verdade absoluta. E quando você convive com alguém que tem certezas absolutas sobre tudo que você sente a sua vida se torna muito, muito mais difícil.

Conhecemos Zoe (meu marido quase pulou do sofá ao ver Jennifer Beals na telinha, ele nunca assistiu a The L Word comigo e não fazia idéia do trabalho da atriz na televisão), ex-esposa de Cal que trabalha para a promotoria (assunto que já havia sido adiantado no episódio dos suicídios).

Zoe precisa da ajuda de Cal para investigar um incêndio cuja única testemunha é um menino. Aprendemos (estou sempre aprendendo com este seriado) que existe diferença entre fantasia e mentira: quando uma criança acredita no que diz, acho que vale para adultos também, você não verá nela sinais de mentira.

Cal tem de partir para fórmulas alternativas, como reconhecer as expressões das demais pessoas envolvidas na questão.

Um aprendizado reforçado: você reconhece mais facilmente as expressões que está acostumado a ver sempre – no caso Zoe reconhecendo uma expressão que deve ter sido feita por seu marido incessantemente ao longo do casamento.

A história por trás do incêndio, o clichê do jornalista que dorme com toda cuja esposa surta, pode não ter sido tão interessante, mas a intenção não era que isso nos chamasse a atenção, e sim o foco na relação de Cal e Zoe, que terminam o episódio na cama.

O segundo caso da noite – modelito CSI de dois casos por episódio – só valeu por causa das questões relacionadas ao reconhecimento que temos de pessoas homossexuais, só não sei o quanto de verdade existe na questão.

Glee Preggers S01E04

É impossível tirar a música Single Ladies (Beyonce: “Single Ladies (Put a Ring on It)”) depois de assistir a este episódio – segundo meus colegas de trabalho é pior que isso, já que não só eu escuto a música eu também danço na cadeira enquanto trabalho.

O quarto episódio do seriado que eu não gostava foi muito feliz: desde Kurt dançando em sua casa à cena final em que seu pai demonstra entender a opção do filho (a sacada do salto alto aos três anos foi ótima e do “você tem certeza?”), passando pela excelente cena dos jogadores dançando no campo.

De novo eu tenho que repetir: esqueçam a idéia de que Glee e High School Musical são tão diferentes. Tudo está lá: os diferentes que buscam ser aceitos; o bonitão líder do time que não é tão inteligente assim; o amigo dela machão com grande coração; a menina má que não é tão má; e a heroína que não é padrão de beleza, mas é bonita sim. Isso regado à muita música e danças contagiantes. [More]

Losermania Glee

Eu confesso: assisti ao primeiro episódio de Glee e não senti aquele estalo que me faz de continuar assistindo sempre. Ontem eu discutia isso com a Sam e ela respondeu somente: você gosta de High School, não é? A resposta é sim, mas não tenho certeza de que seja este o único motivo de eu não ter me apegado a Glee.

O seriado, que estreou nesta semana em terra brasilis, é o queridinho da crítica americana e uma aposta firme da FOX para ser o sucesso da temporada, que garantiu uma temporada de completa de 22 episódios para o seriado com apenas três episódios exibidos. Lá a série conta com mais de oito milhões de espectadores e cada música tocada bate recordes de downloads no iTunes.

Não é à toa que o canal investiu pesado na campanha junto aos jovens, passando o episódio piloto meses antes da estréia oficial, divulgando vídeos e mais vídeos e, ainda, conseguindo que grandes estrelas como Madonna liberassem os direitos autorais para que suas músicas sejam usados pelo seriado musical: eles são o público mais desejado por qualquer canal.

Aqui no Brasil, além da estréia bastante divulgada, um blog exclusivo para a série no site do canal, a Fox também encaixou o lançamento da primeira parte da trilha sonora da temporada junto com a estréia do seriado. E ntambém encaminhou para a casa de alguns blogueiros a camiseta da Losermaniaque você vê aí em cima. Tá, posso não ter me apaixonado pela série, mas vamos combinar que a idéia da Losermania tem bem a minha cara.

O que Glee oferece? Bem, a história é centrada em uma escola – mais parecida com as normais do que as multi-coloridas escolas da Disney, confesso – em que um professor quase vê seu emprego ir pelo ralo e tem a oportunidade de reviver a glória de seu passado ao se tornar o responsável pelo coral da escola.

Os membros do coral? Bem, vamos dizer que o professor usa de alguns artíficios para convidar pessoas interessantes e de mais influência, mas grande parte são aqueles identificados como os “perdedores”, aqueles que não se encaixam naquilo que é ditado como padrão de comportamento e beleza.

Não tiro os méritos do seriado, que tem excelente trilha sonora – depois de assistir ao primeiro episódio você dificilmente não sairá cantando Don’t Stop Believin – e conta com Jane Lynch no elenco. Eu adoro Jane Lynch! Ainda mais no papel de vilã!

Só por causa da Losermania eu vou dar mais uma chance ao seriado. E você? Gostou do que viu?

LieToMe

Você pode não acreditar nesta afirmação, mas, ao avaliarmos algumas de nossas rotinas diárias podemos observar pequenas alterações de percursos, diminuindo ou aumentando histórias. Vamos encontrar aquelas pequenas mentiras que nos permitem sobreviver em sociedade. O tal contrato social do qual House e Wilson falaram na última temporada do seriado médico.

E se alguém fosse capaz de identificar nossas pequenas mentiras através de umas poucas perguntas ou, ainda, apenas olhando para nós?

Pois Lie To Me, seriado que estréia na FOX neste dia 29, parte da premissa de que isso é possível – baseado no estudo de Paul Ekman a identificação é possível por um desacordo entre o que nossa boca diz e o nosso corpo sabe ser verdade – e de que alguém pode ganhar muito dinheiro com isso e, também ajudar a polícia a pegar os criminosos certos.

Se isso não foi suficiente para atrair sua curiosidade, imagine o doutor Cal Lightman, o tal especialista em mentiras, sendo interpretado por Tim Roth e seu olhar provocador. Coloque como membros de sua equipe uma bonita mulher que não consegue enxergar as mentiras de seu marido apesar de passar o dia decifrando outras mentiras, interpretada pela ótima Kelli Willians (The Practice), um homem que opta pela verdade radical – fala tudo que lhe vem à mente – interpretado por Brendan Hines (The Sarah Connor Chronicles) e uma garota que, mesmo sem treinamento, parece ter um talento inato para a coisa, segundo ela porque já namorou homens demais, interpretada pela bela estreante Monica Raymund.

lie to me equipe

Assisti ao episódio piloto de Lie To Me em uma cabine de imprensa e para quem gosta de um bom seriado policial/procedural o seriado que estréia na FOX é uma ótima pedida: Tim Roth está sensacional e as histórias são muito bem amarradas. Isso sem falar dos exemplos da vida real usados pelo personagem para mostrar os gestos e expressões que entregam a mentira que garantem diversão extra.

E se a função de um episódio piloto é apresentar os personagens e premissas de uma série de maneira a garantir curiosidade suficiente para que você continue acompanhando, bem, o piloto de Lie To Me cumpre o seu papel.

No primeiro episódio a equipe da Lightman cuida de dois casos bem diferentes entre si: a investigação do assassinato de uma professora, cujo principal suspeito é um menino cujos pais são extremistas religiosos, e a possível mentira de um político escolhido para chefiar o comitê de ética.

A solução da investigação do crime é bem satisfatória, já a verdade por trás do comportamento do político é um pouco previsível. Mas realmente importante é o comportamento de Lightman e sua maneira de encarar as mentiras, é isso que faz toda a diferença. Lightman é daqueles personagens pelos quais eu me apaixono.

No site da FOX americana você tem acesso a muita informação boa sobre o seriado, que já garantiu sua segunda temporada apesar de a audiência não ter sido exatamente o que o canal esperava – e na segunda temporada temos a entrada de Mekhi Phifer (ER) como um novo membro da equipe e Shawn Ryanm, criador de The Shield, como showrunner.

No Brasil o canal investiu bastante em divulgação: depois de espalhar pela cidade de São Paulo frases relacionadas ao tema, ele colocou no ar o blog Mentira e o perfil @LieToMeBR no twitter para estimular as discussões sobre o tema.

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A segunda temporada estréia hoje na FOX, às 22h00, logo depois de Bones. Dublada, eu sei, mas eu tenho tecla SAP.

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