Genius: Chapter Seven (1×07)

O tempo passou de forma cruel no sétimo episódio de Genius, demonstrando não somente o quanto Einstein trabalhou para finalmente terminar sua teoria da relatividade, correndo o risco de perder todo o crédito para outra pessoa e sofrendo com a falta de confiança de seus colegas, mas o quanto isso envelheceu o físico.

Principalmente porque enquanto lutava para provar sua ideia, sua vida pessoal também estava bastante tumultuada: Mileva só viria a aceitar o divórcio cinco anos depois da separação e cobrando um preço alto por isso. Enquanto nos artigos sobre o assunto você lê referências ao fato de que Einstein concordou em dar à Mileva todo o dinheiro que ganhasse com um prêmio Nobel, e o deu quando ganhou, a série mostra que foi mais caro que isso: para obter o divórcio, que satisfaria a pressão de Elsa, cansada de ser olhada nas ruas como a amante do físico, Einstein concordaria em nunca mais ver seus filhos.

O cenário em que tudo isso acontecia não era muito melhor que o “clima” em sua vida pessoal: o preconceito contra os judeus aumenta, e Einstein se torna um alvo frequente, com suas teorias sendo questionadas mais por sua origem que por sua capacidade; o povo alemão passa por privações diversas, o que alimenta o desejo de uma guerra; a posição pacifista do físico também faria com que ele não assinasse um documento se comprometendo com experimentos de guerra, aumentando o número de pessoas que o criticam; e ele vê com tristeza um amigo próximo, Fritz Haber, não somente envolvido nos esforços de guerra, mas criando o gás cloro e o gás mostarda, usados para matar centenas de pessoas na Bélgica.

Com tantos conflitos, Chapter 7 acaba por ser um dos melhores episódios da série.

O episódio também marca a passagem do bastão de Johnny Flynn para Geoffrey Rush. Sei que eu reclamei da ausência de Rush em alguns episódios, mas sentirei falta de Flynn, que fez um ótimo trabalho em retratar Einstein até aqui.

Leave a Reply