Doctor Who: Oxygen (10×05)

Impossível não começar pelo final, não é verdade? Se a ideia de um Doctor cego é assustadora, também é impossível não imaginar o que virá em seguida. A escolha de Moffat foi arriscada, principalmente tão cedo na temporada – ainda que as temporadas inglesas sejam mais curtas – e tão cedo na relação dele com Bill, que ainda começa a confiar nele.

Além disso, me deixou bastante confusa com relação aos poderes regenerativos dele após ele ter ganho seu novo ciclo de regenerações e, também, me faz pensar que ele sempre se arriscou bastante, mas talvez ele não tenha arriscado tanto quanto tem se arriscado agora.

O episódio na verdade foi bastante tenso: o que dizer do susto que ele deu em sua companheira quando ela acredita que ele a deixa para a morte certa no corredor daquela nave espacial. Não sei vocês, mas juro que naquele momento a última coisa que passou pela minha cabeça era que a bateria fraca tornaria a decisão dele segura.

Foi impossível, também, não pensar em Waters Of Mars: a tripulação sendo morta por algo interno, o Doutor e sua companheira impedidos de deixar o lugar e tendo que usar a cabeça para descobrir como escapar perdendo o mínimo de pessoas.

Diferente dele, no entanto, a causa das mortes nada tem de alienígena, assim como em Thin Ice, sendo mais um caso de ganância humana, ao que parece a maior praga do universo – para nós brasileiros, nestes tempos, isso não surpreende nadinha, não é mesmo?

O roteiro acertado – o que eu não gostei dos roteiros da temporada passada, estou amando os desta – tem sido o maior trunfo, mas a grande verdade é que Nardole e Bill tem formado um trio afinado com o nosso Doutor, não é verdade? E ele também está com brilho extra: do discurso inicial ao sacrifício de sua visão para salvar Bill, eu fico cada dia mais apaixonada.

P.S. Um novo medo para acrescentar a nossa galeria: trajes espaciais inteligentes.

P.S. do P.S. Quem mais ficou de coração partido quando viu o estado em que ficou a sonic screwdriver?

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