Doctor Who: Smile (10×02)

Tá, concordo que é uma triste perspectiva que nossa linguagem futura seja baseada em emojis… Só que eu também acho essa uma realidade bastante provável.

Mas primeiro vamos falar de Bill: o que foi ela perguntando sobre os controles serem distantes demais das cadeiras para que você possa pilotar sentado? É interessante ver como os roteiristas estão aproveitando a nova acompanhante para fazer perguntas que qualquer fã novo da série acabaria fazendo em determinado momento – eu apresentei Doctor Who a minha filha há dois ou três anos e ela fez algumas perguntas que demonstram que eles estão menos dispostos a embarcar na viagem, principalmente quando não existe lógica, do que nós.

Outra coisa que eu simplesmente estou amando na personagem: ela é muito inteligente, mas em nenhum momento isso tira o brilho do Doctor. E ela é bondosa e carinhosa, ela tem um brilho. Como eu adoro isso nela!!!!

Colocar os dois em uma colônia humana “desabitada” também foi uma ótima escolha: estando sozinhos os dois tiveram a oportunidade de se ligar mais, até pela dependência que isso criou, mas sem esquecer as brincadeiras que o Doctor adora fazer com quem encontra pelo caminho – o momento em que Bill, e eu também, se toca que poderia simplesmente fotografar o tal mapa e seguir para onde o Doctor estava foi ótima.

Eu particularmente não consegui sentir medo do robozinho – ele era fofo demais – mas com certeza fiquei com medo daquelas miniaturas voadoras que tinham montado a colônia. E também um tanto de medo de ter de ficar sorrindo o tempo todo na tentativa de não ser assassinado.

Achei bem interessante conseguir “sentir” a virada do episódio: passamos das risadas iniciais ao medo ao perceber a verdade e então para a tristeza ao saber que o que confundiu os robôs foi não saber lidar com o luto. A grande verdade é que mesmo nós humanos temos dificuldade em lidar com perdas, nós algumas vezes desejamos realmente morrer ao perder alguém, o que tornou o erro dos robôs compreensível.

E então veio a mensagem de esperança, do Doctor ser capaz de, apesar de tudo que já viu, acreditar que os seres humanos são capazes de consertar as coisas. E dele ainda se maravilhar com o fato de que não perdemos a esperança de que podemos recomeçar.

 

 

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