NCIS: Philly (14×05)

Um episódio para Quinn. E só agora que eu parei para pensar que ela ainda não tinha tido um episódio para chamar de seu até aqui. Ela chegou de “arrastão” com Torres, a escolhida do Gibbs, mas a gente percebia que todas aquelas frases de efeitos estavam escondendo alguma coisa. Alguma coisa que havia lhe tirado das ruas e lhe colocado como treinadora de agentes.

Philly então nos contou essa história, a história de uma Quinn que se sentia culpada pela morte da parceira, por estar discutindo com o noivo ao telefone fazendo com que ela saísse do carro e acabasse alvejada por bandidos. Mas não nos contou de forma fácil, afinal Quinn é do tipo cabeça dura difícil de lidar, e olha que já temos uma tendência a pessoas assim por aqui.

Gibbs também sabe disso e por isso colocou o pé e insistiu que fosse Quinn para a Filadélfia dar uma ajuda ao agente Clayton Reeves precisa de apoio após o sumiço de Finley. Ela e Bishop chegam para ajudar e acabam encontrando Finley que, para mim, tinha traidor escrito na testa desde a primeira aparição.

Então, já que a gente sabia como essa história ia acabar, vou aceitar que Quinn e Bishop não viram isso de cara só para que tivéssemos mais tempo para explorar o passado da Quinn e obrigar Gibbs a se juntar  às duas por lá.

Deixando McGee e um Torres ainda em adaptação cuidando do “forte” e fazendo a pior cena bad cop good cop que eu já vi – McGee podia acabar sendo processado pelo que fez, não podia não?

Já Torres teve um dia ruim com a impressora. Não sei vocês, mas quem já teve um dia desses, em que a impressora resolve acabar com sua vida, bem, entende porque ele ficou tão irritado. Não que isso justificasse ele ter roubado a impressora do McGee – eu defenderei o McGee até a morte -, mas eu entendo ele. Na verdade eu já gosto tanto do Torres e sua inadequação que acabaria perdoando ele se fosse com a minha impressora.

Além disso, se foi tática do Gibbs colocar a Quinn na rua para encarar seus medos, também fez parte desta manter Torres no único lugar em que ele não queria ficar.

E ao fazê-lo, os roteiristas nos deixam mais próximos dos dois. Agora a gente entende melhor a Quinn. E a gente já conhecia o Torres e se diverte com seus apertos sem perigo, ao mesmo tempo torcendo para que ele fique bem.

Só achei uma falha da Quinn falar ao Gibbs que não sabia como ela se sente.  Todo mundo conhece a história dele e, nossa, ninguém ali entende mais de perda – da família, dos colegas, da família.

 

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