X Company: Creon Via London e Night Will End (2×01 e 2×02)

X Company retorna no ponto em que ficamos ao final da temporada passada: Alfred está em poder os alemães e o esquadrão de espiões tenta se recuperar, missão ainda mais difícil porque Tom está machucado e Harry e Aurora bastante abalados – o primeiro se sentindo culpado por ter acreditado na enfermeira, Aurora por ter visto Alfred ser pego e não ter tido coragem de atirar nele, assombrada pelas consequências disso.

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Mal imaginam eles que Alfred está resistindo bravamente a todas as investidas de Franz Faber e elas não foram poucas. Depois de matar o próprio filho pelo medo do que aconteceria ao menino, com Síndrome de Down, caso o exército o levasse, Faber precisa descontar sua raiva em alguém e Alfred parece a vítima perfeita.

O problema é que quando Alfred se identifica como o menino que foi rejeitado por ser diferente, Faber apenas se sente pior. E piora a forma como o trata e eu confesso ter pensado que a qualquer momento ele fosse explodir. Bom, na verdade ele o faz ao final de Night Will End, quando atira no homem que lhe causou tanta dor e que ainda tem a cara de pau de falar que o estava protegendo.

Vemos então uma luta de gigantes – e isso é um tremendo elogio a Torben Liebrecht, que interpreta Faber, já que Jack Laskey nos mostrou do que era capaz desde o primeiro episódio da série – enquanto ficamos aflitos com as tentativas do esquadrão de remontar seus pedaços.

Por isso eles precisam novamente recorrer à Shioban para ajudar Tom e depois para ajudar a descobrir onde Alfred está preso. Confesso que me senti bastante dividida em relação à personagem: se ela foi a culpada pela situação de perigo em que todos se vêem, ela também se arrependeu profundamente por isso e faz o sacrifício final, nunca chocante cena de suicídio, para impedir que o alemães descobrissem onde todos estavam escondidos.

Sem uma saída clara, o grupo ainda precisa cumprir mais uma missão e um avião canadense se torna a esperança de Tom, ou melhor, de Neil e Harry, já que Aurora sabe que aquele não é um avião de resgate e conta isso a Tom. O destino acaba por sendo camarada com nosso amigo americano e, por conta do avião ser obrigado a pousar, ele embarca de volta ao acampamento, enquanto Duncan desce em solo francês tentando arrumar a bagunça que a prisão de Alfred representa.

A presença de Duncan na Europa abala e conforta o grupo – Aurora e Harry tem receio de serem responsabilizados por seus atos – e garante que eles consigam a ajuda necessária para salvar Alfred quando eles verificam ser impossível tirar o espião de dentro do prédio sob domínio dos alemães.

Duncan aqui representa a tão pouco lembrada dualidade de cada soldado: cumprir seu dever, muitas vezes se convencer de que o que seu líder faz é o melhor, e ainda assim ter alguém do outro lado da linha com quem você se importa. Duncan salvou um soldado alemão no final da primeira guerra e agora cobra dele um favor, lhe oferecendo salvar o filho que está em poder dos russos.

O ator que faz o amigo alemão, é importante dizer, também faz um ótimo trabalho ao nos mostrar o quão sacrificado foi o ato de ajudar Duncan.

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Mas, como X Company já nos ensinou, nunca é fácil e quando a bateria do rádio de Harry queima eu realmente pensei que perderíamos mais alguém enquanto eles tentavam fugir com Alfred… e René. Sim, senhores, Alfred estava certo e René está vivo.

Se é que podemos dizer isto dele: torturado, se sentindo um traidor, querendo estar morto. É correto presumir que o antigo e experiente agente quebrou de um forma que não se esperava e não temos ideia do que ele pode ter contado aos alemães.

Além disso, podemos contar com um Faber ainda mais obstinado agora.

P.S. Muito amor pelo coronel no acampamento limpando a barra do Duncan, muito mesmo.

 

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