Prêmio Netflix de Cinema levará duas produções nacionais para o catálogo do serviço

Hoje pela manhã estive presente a coletiva de imprensa que lançou a segunda edição brasileira do Prêmio Netflix de Cinema – a primeira aconteceu em 2013, tendo ocorrido uma edição mexicana no ano passado – que levará duas produção nacionais de cinema para o catálogo mundial do serviço de streaming.

concorrentes e jurados prêmio netflix brasil

A ideia do prêmio é incentivar a produção nacional de qualidade e então disponibilizar para outros países os dois melhores filmes escolhidos dentro dos 10 finalistas selecionados entre cinquenta projetos que atenderam as exigências da Netflix: terem sido produzidos no máximo há três anos, contarem com elenco e equipe de produção brasileiros, não estarem presos a outros contratos de licenciamento e serem uma amostra adequada da diversidade nacional – essa parte é a menos objetiva, eu sei, mas o vice-presidente de marketing da Netflix para a América Latina exemplificou que eles buscaram por documentários, por exemplo, e por filmes que tivessem histórias representativas do momento atual.

Para a escolha dos vencedores a tarefa foi dividida: um deles será escolhido por um júri formado por sete pessoas de alguma forma ligadas aos mercado cinematográfico, entre elas Alice Braga, Cesar Charlone, Adriana Dutra, Hugo Gloss e Lully de Verdade. O segundo vencedor será escolhido por voto popular através do site PremioNetflixBr.com.

No site estão disponíveis entre 10 e 15 minutos de cada filme candidato que poderá ser assistido por qualquer pessoa, mesmo que não seja assinante Netflix, e a votação vai de hoje, 13 de Setembro, até 03 de Outubro.

Os dois vencedores assinarão um contrato de licenciamento com a Netflix para constarem do catálogo do serviço por 12 meses e a Netflix também se responsabilizará pela dublagem e legenda dos filmes para que possam ser assistidos nos mais de 190 países em que está disponível.

Na coletiva, como era de se esperar, a polêmica da indicação de uma produção nacional veio à tona entre as perguntas dos jornalistas. Unanimemente, jurados e Netflix, lembraram que o Brasil, em verdade, é tão grande e tão diverso quanto as produções que ele cria e que fica difícil falar se um filme é ou não o representante do que somos.

De carona na questão, Alice Braga lembrou que grande um problema nacional é a desunião entre estes diversos cinemas, uma das justificativas de não termos, por exemplo,  o que é visto na Argentina ou México, este citado como ótimo exemplo pela atriz que esteve por lá filmando, e que a criação de uma rixa por conta da indicação de Pequeno Segredo e não de Aquarius apenas alimenta isso.

Para os fãs de cinema que hoje sofrem muito pela distribuição desigual de produções pelo país, que afeta até mesmo produções internacionais, um prêmio como este e a possibilidade de inserir produções nacionais no serviço que chega à casa de tantas pessoas é um ganho significativo.

Então, gente, vamos conhecer estes finalistas, votar e consumir produção nacional. É um belo exemplo de ganha ganha.

P.S. A Netflix confirmou no evento que Aquarius estará disponível no catálogo mundial ainda em 2016.

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