O Último Reino: Episódio #1.10 (1×10)

O The Guardian encontrou as melhores palavras para definir este episódio: brutal, sangrento e delicioso. Eu também usaria a palavra visceral, porque é impossível ficar indiferente ao que vimos. O menino do primeiro episódio desapareceu e Uhtred surge maduro, estrategista e principalmente capaz de tudo pelas pessoas que ama.

Quando Skorpa levantou a cabeça de Iseult ele achou mesmo que estava fazendo o movimento correto? Naquela cena eu vi que não havia outro final para aquela batalha que não fossem os bretões ganhando – e eu agora sou time #bretão com todo o coração, me desculpe a Brida.

O Último Reino The Last Kingdom 1x10

Mais que tudo, este episódio fez jus ao que vimos acontecendo semana a semana na série: um episódio melhor que o outro, muita emoção na tela, do tipo que realmente mexe conosco.

Acho inclusive uma pena que eu não tenha conseguido escrever logo em seguida a ter assistido ao episódio porque eu era só emoção, sem fôlego. Se a obra de Bernard Cornwell oferecia um belo material a ser trabalhado, a opção dos produtores em usarem dois livros como material de uma temporada de apenas dez episódios (oito na exibição original) garantiu reviravoltas, mortes e emoções que muitas vezes não vemos em várias temporadas seguidas de outras produções.

Nosso coração partido por Iseult, primeira a realmente dominar o coração de nosso herói a ponto dele ter resistido a ficar com ela o máximo que pode, até que ela pedisse – e algo me diz que Iseult talvez já soubesse do próprio destino quando se entregou a ele -, porém sua morte foi tão importante para o que o personagem faria em seguida que é impossível ficar triste por muito tempo.

Outra morte doída foi a Leofric e eu realmente não me conformo com esta perda. Sentirei saudades do único amigo fiel que Uhtred encontrou em seu caminho – apesar do padre Beocca ter melhorado bem nessa reta final, como seus xingamentos de batalha nos provaram.

Já a morte do jovem Odda era tão antecipada e desejada que não aconteceu vezes suficiente. Do outro lado, ele ter sido morto pelo próprio pai deu uma nova dimensão ao ocorrido, uma nova importância para Alfred, agora sim um rei digno do título.

Mas nada disso faria a miníma diferença se não tivéssemos as simplesmente perfeitas cenas de batalha que tivemos.

A despeito da derrota, Guthrum também se manteve um excelente personagem, que apenas ganhou pontos com sua transição entre o cinismo e a descrença e então a crença quando acha que tudo é um sinal de que Deus está com os bretões.

Com tudo isso, é absolutamente impossível não ansiar pela segunda temporada.

P.S. A Netflix agora é co-produtora da série o que garantiu sua distribuição na Europa e EUA, por enquanto não sabemos dos efeitos do acordo aqui no Brasil.

P.S. do P.S. Vou lá ler Crônicas Saxônicas no intervalo.

 

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