Doctor Who: Death in Heaven (8×12)

E agora eu nem acho mais os cybermen tão chatos assim. Eles até voam. E o Danny se saiu um cyberman mais interessante que sua versão humana. Sim, eu sei que é maldade, mas é verdade.

Mas o importante mesmo é só uma coisa: que belo final de temporada!! Até eu terminar de ver eu confesso que estava com medo, porque com certeza essa não foi uma das melhores temporadas de Doctor Who pra mim e é terrível quando uma série que a gente adora encerra uma temporada de maneira “bléh”.

Se os cybermen capazes de voar foram uma grata surpresa, Missy continuou roubando a cena. Ainda bem que a gente sabe que ele/ela sempre dá um jeito de voltar, porque já fiquei com saudades. Eu nunca vi uma atriz substituir um ator em um papel e conseguir “pegar” tão bem trejeitos e olhares. Além dos diálogos completamente sem noção que eu tanto amo – Eu vou matar você em um minuto!

Doctor Who: Death in Heaven (8x12)

Do outro lado, ela também trouxe um elemento novo ao personagem, que tornou impossível não lembrar da escolha que uma versão anterior do Doctor – Ah, Tennant amado! – de salvar o Mestre, apesar de tudo, ao invés de Gallifrey. Em seu jeito completamente doido, criar um exército de cybermen para presentear quem salvou sua vida e quem um dia foi um grande amigos foi a forma de mostrar gratidão.

E esse jeito doido foi o que trouxe, para mim, o melhor momento de Capaldi no papel de Doctor nesta temporada toda:

Eu não sou… um homem bom! E não sou um homem mau. Não sou herói. E sem dúvida, não sou um presidente. E, não, não sou um policial. Você sabe o que eu sou? Eu… sou… um idiota, com uma cabine… e uma chave de fenda. De passagem, ajudando, aprendendo. Não preciso de um exército. Nunca tive porque tenho eles. Sempre eles. Porque amor, não é um sentimento… amor é uma promessa.

Porque agora, depois daquele que ficou amargo, daquele que não queria esquecer e daquele que fingia esquecer, depois de tudo, depois de não apertar aquele botão vermelho, temos aquele que voltou a acreditar. E isso aquece o coração, porque afinal a gente sempre acreditou nele, não é verdade? Mesmo quando ele duvidava.

E, sim, esse momento foi ainda mais forte porque Danny tinha se mantido protetor apesar de Clara ter “desligado” as emoções. Porque aquele abraço dos dois significava tanto que eu esqueci completamente o mimimi dela a temporada toda ou como ela traiu o Doctor no episódio passado.

Doctor Who: Death in Heaven 8x12 s08e12 danny clara

E, sim, esse momento foi ainda mais forte pelo discurso até um tanto bobo de Danny depois disso, pelo sacrifício dele e dos demais. Um discurso bobo porque, afinal, somos todos bobos em atos de justiça ou amor.

E porque, depois de entender quem realmente é, o Doctor não deixa que Clara se torne uma assassina.

Então fiquei triste quando Clara e o Doctor contam mentiras um ao outro para que eles possam se separar “sem mágoas”. o Doctor que não encontrou Gallifrey e diz que encontrou, a menina que perdeu seu amor, mas não conta que perdeu.

A gente sabe que eles se reencontrarão ainda no especial de Natal, mas eu continuo torcendo para que essa seja a partida da Clara. Por mais que eu tenha esquecido várias vezes neste episódio os momentos de raiva que passei com ela, eu realmente acho que é o momento dela partir, justamente porque agora eles dois estão “quites”, os dois mudaram e eu prefiro que ambos carreguem consigo o carinho que agora sentem e que os fez mentir naquele café.

Além disso, até faço as pazes com o Moffat por ter ligado tão bem os pontos que soltou ao longo da temporada, mas ainda fico querendo apenas um episódio em que o Doctor vá e encontre alguém importante do passado – acho que episódios interligados funcionam mesmo melhor em temporadas curtas como a de Sherlock.

Finalmente, a gente não pode esquecer que a busca por Gallifrey não será tão facilmente esquecida, não é verdade?

P.S. IMPOSSÍVEL não pensar na Mary Poppins quando Missy desce com seu guarda-chuva voador no cemitério. Não são poucas as referências que falam que a babá do conto inglês e filme da Disney seria uma versão do Doctor, então eu ri muito com a cena.

P.S. do P.S. Danny foi heroico, sim, mas ele destratando o Doctor no cemitério foi um tanto sem sentido.

P.S. do P.S. do P.S. O Brigadeiro salvando sua filha, por outro lado, me levou as lágrimas. Do outro lado, ainda me sinto inconformada com a morte da neta. Osgood mora no meu coração!

P.S. do P.S. do P.S. do P.S. Nunca pensei no fato de que no abraço você não vê o rosto da pessoa…

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P.S. do P.S. do P.S. do P.S do P.S. Danny se foi, mas se o Doctor e Clara já encontraram um descendente dos dois em outra aventura, bem, Clara está grávida?

 

 

3 Comentários em “Doctor Who: Death in Heaven (8×12)”

  1. Lu Monte

    A coisa do guarda-chuva/Mary Poppins foi uma das MELHORES coisas da temporada, senão a melhor, justamente pela piada eterna de que a babá é uma time lady! Aliás, “time daly”, que expressão fantástica! E agora confirmou-se uma antiga especulação dos fãs: a regeneração pode levar à mudança de gênero!

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