Gossip Girl, definitivamente, não é para a minha geração…

 Gossip Girl

Na Revista Veja desta semana:

“Drogas, sexo e celulares: Os dramas dos adolescentes ricos de Manhattan no seriado Gossip Girl

Se você não ouviu falar de Gossip Girl, exibido no Brasil pelo canal pago Warner, imagine a über-patricinha Paris Hilton em seus tempos de colegial. Herdeira de um império hoteleiro, Paris deixou a escola para abraçar a carreira de celebridade. Mas, enquanto estudou, foi num exclusivíssimo colégio no lado oeste de Manhattan. De maneira semelhante, Blair Waldorf, Serena van der Woodsen e outros personagens do seriado pertencem a uma elite para lá de endinheirada e freqüentam um colégio chique no lado leste da ilha. Inspirado na série de livros homônima da escritora americana Cecily von Ziegesar (que já vendeu 4 milhões de cópias nos Estados Unidos e 80.000 no Brasil, pela editora Record), ela mesma egressa desse meio social, Gossip Girl oferece o vislumbre de um mundo restrito. … Em muitos pontos, a série se mantém fiel à fórmula televisiva dos “dramas adolescentes”, inaugurada há quase vinte anos com Barrados no Baile.

Até Barrados no Baile, que estreou em 1990, as angústias dos adolescentes constituíam um subtema de seriados familiares. O programa sobre a garotada de Beverly Hills, célebre bairro de Los Angeles, definiu balizas para um novo gênero, que teve outros sucessos como Dawson’s Creek, Felicity e The O.C. antes de chegar a Gossip Girl. O cenário principal passou a ser a escola, e não mais a casa… Entre os clichês de Gossip Girl encontra-se, por exemplo, o personagem do menino inteligente e sonhador que mora no Brooklyn e se apaixona por uma ricaça. E embora se beba muito, fume-se maconha a céu aberto, e se fale incansavelmente sobre sexo, na conta final a série é bastante família.

Convencional na carpintaria e peculiar no mundo social que retrata, Gossip Girl talvez seja mais curiosa naquilo que tem a dizer sobre certos mecanismos da cultura pop e sobre o impacto da tecnologia na vida dos jovens. Grifes, nomes de bandas e celebridades são citados a todo instante, numa densa teia de referências … Computadores portáteis e telefones com câmera e acesso rápido à internet não são apenas um item no bolso dos adolescentes: são ferramentas que fazem a história girar. Afinal, a “menina fofoqueira” do título alimenta um blog com as novidades mais quentes sobre a turma – que depois passa adiante cada anedota ou fotografia apimentada pelo sistema de mensagens do celular. … Na televisão americana, o seriado não chega a ser um estrondo de audiência. Onde ele se tornou um líder inconteste é no site de download de músicas e vídeos iTunes. Graças ao sucesso nessa nova plataforma, aumentaram suas chances de ganhar uma nova temporada no ano que vem. (Você lê, na íntegra, aqui: http://veja.abril.uol.com.br/121207/p_196.shtml)”

Eu era louca por Barrados No Baile, num tempo em que nos sujeitávamos aos horários malucos em que a Globo exibia qualquer os chamados enlatados, não existia tv a cabo e baixar algo pela internet ahnn? Cheguei a acompanhar seus últimos anos já nas reprises da Sony, e, My God, como ele caiu de qualidade pelo meio do caminho.

Hoje olho para os comerciais de Gossip Girl e não vejo graça nenhuma, nenhum atrativo. Penso que, realmente, fui eu que envelheci… Não dá para encarar seriado adolescente a essa altura do campeonato e olha que só tenho 30.

Mas acho que o quadro abaixo, da reportagem, (clique no arquivo para vê-lo no tamanho normal)também ajuda e explicar o porquê de eu não ver graça: sou do tempo em que nem tudo que era feito para os jovens era tão pasteurizado. Você se encantava pelo que via de novo na tela, cada personagem tinha seu estilo, até por isso o seriado acabou datado. Atualmente tudo já vem com a carinha da moda, ao invés de se imitar um penteado ou um estilo, cada personagem já vem marcado por algo que é “hype”. E isso não é exclusivo dos seriados adolescentes ou mesmo dos americanos, cada vez mais os jovens ficam mais iguazinhos.

Sim, eu sei que existe a tal identificação, que é uma maneira de se diferenciar. Mas, vamos falar sério, você não cansou ainda de ver garotinhas loirinhas, de cabelo lisinho de chapinha, ou não, magrinhas, todas com as mesmas plataformas, as mesmas calças justas e as mesmas miniblusas?

Gossip X Barrados

14 Comentários em “Gossip Girl, definitivamente, não é para a minha geração…”

  1. Marciii

    éeee, sério meesmo, vc ta velha! *__*

    Gossip Girl é perfeito, não tem do qe reclamar moore! =)

    BjO

  2. elianderson

    Gossip girl é uma série para adolescentes de 16 a 19 anos, tanto garotos quanto garotas, acho que ao passar uns 30 anos dessa faixa de idade o melhor é assistir o Faustão e o Silvio Santos

  3. Ananda

    Olá, GG pode ser considerado um dos seriados de maior sucesso, muitos jovens de todo o mundo assistem, e se não tivesse audiência, por que afinal continuaria sendo passado e reprisado em televisões de todo o mundo ? ”Sorry”, mas se você não gosta, tem quem goste e o problema não é nosso se você não se simpatiza com esse programa .

    Muito obrigada pelo espaço,

    Atenciosamente : Ananda(14 anos, muito fã de GG)

  4. Breno

    Concordo plenamente com a Ananda , se vcs não gostam , respeitam isso e fiquem de boa. Mas eu queria falar que não tem nada a ver o que vcs estão falando de garotas fúteis , ricas e etc. É assim que o mundo tá hoje , GG só tá mostrando a realidade. E quanto ao Barrados no Baile , eu curto também , mas prefiro GG.

    Abraços , obg !

  5. Breno

    Sorry Simone , mas vc tem que saber ouvir a opinião dos outros tbm , ou vc só ouve a daqueles que falam mal de tudo ? Ou seja , aqueles” ignorantões” …

  6. Breno

    Aaaah , muito obrigado por me fazer refletir sobre o meu comentário , mas vc tbm pegou pesado , vc meteu a boca em GG cara e fico muito puto quando falam mal de GG.
    E tbm não sei pq estamos discutindo , aliás sei sim , é a diferença de idade que ajuda um pouco a ter essas diferenças de gosto. Mas msm assim eu adoro Barrados no Baile tbm , tenho todos os Box e tal’z.

    Mas prefiro GG , kkk’

  7. Breno

    Ah , então em pelo menos em algo a gente tem que concordar um com o outro. Mas não foi só a Warner que fez cagada não , o SBT fez a mesma coisinha e depois fala que é a TV mais feliz do Brasil , mas cá entre nós , nenhuma TV será feliz se não passar GG , kkkk’

    Mudando de assunto… O que vc acha de The Vampire Diaries ?

  8. Breno

    É , concordo com o que vc falou do SBT , kkkk’
    Então , comprei a 1° temporada de VD sábado e tô adorando muito , eu recomendo.
    Gosto tbm de Glee , Prison Break , The O.C. , Gilmore Girls , aliás o que vc achou do final de Gilmore Girls ? Eu ainda não vi , tô na 4° temporada ainda , kkkk’

  9. Hallide da Silva Santos

    olha também curto muito as séries e os livros de Gossip Girl, mas vamos concordar em uma coisa: quem é que vive nesse” mundinho” só de compras todo dia? quem é que vivi drogado e não rouba, não é traficante ou coisa assim?qual a garota ou garoto que é convidada(o) para sentar na 1° fila no fashion week?A não ser é claro se você for filha(o) de um ator, empresario muito famoso…no gossip girl adolescentes de 17 anos já são atores, cineastas, poetas, modelos blábláblá…tem pessoas que chegam aos 25, 30 anos sem saber o que fazer da vida,quanto mas nós adolescente que já temos a fama de despreocupados , Pelo menos aqui no Brasil.de certa forma essa serie quer nos levar ao consumismo tudo que passa é marcas de grifes famosas…e tudo isso são coisas superficiais e é claro que uma pessoa que tem que tem maturidade suficiente para perceber isso não vai gosta.
    bem essa é a minha opnião!
    Hallide Santos, 16 anos

  10. Gabriela Santos

    Caríssima Simone,

    Eu sei que este post é antigo, mas, procurando informações sobre The O.C., acabei me deparando com Gossip Girls.

    Veja bem: não se preocupe com a sua idade, pois o problema não é este. Quando a série é realmente boa, a idade não é relevante. Eu tenho 42 anos, fui fã de Barrados no Baile (a melhor série para adolescentes que já existiu) e, hoje, eu não posso viver sem I-Carly e Victorius. Estes “petiscos” da Disney/Nikelodeon são maravilhosos! Eles são bons! Eles relaxam! Eu gosto, até, de Power Rangers! Pasme!

    Já Gossip Girls nunca me conquistou. Há pessoas que se incomodam com o mundo e o jeito de ser dos endinheirados e pregam contra o consumismo de modo ressentido e despeitado, longe de qualquer preocupação social legítima. Estas criaturas são intelectualóides e acham pecado mortal ser rico. É só isto, nada mais. Porém, a sua crítica expressada, nos dois últimos parágrafos, é totalmente pertinente. Eu concordo com você. E o pior é que esta é a realidade atual dos jovens ricos ou pobres. Eles são iguaizinhos, sem identidade própria, sem personalidade própria, buscando autoafirmação, distribuídos em tribos. Neste ponto, GG está sendo eficiente.

    Quanto a Josh Swartz, criador de GG, o único trabalho dele do qual eu gostei foi The O.C.. Mas, depois que ele matou a personagem Marissa Cooper e arruinou com a 4ª temporada de The O.C., ele se tornou pouco confiável para mim. E, sim, Josh não é nenhum gênio como Aaron Spelling, o mago da TV americana e criador de Barrados no Baile. Eu detesto Gossip Girls, Chuck e qualquer outra coisa criada por Josh Swartz. Até hoje, eu não sei o que aconteceu. Por que a Mischa Barton saiu da série, afinal de contas?

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